Tênis

Retorno de Andy Murray após 11 meses e saga de Roger Federer pelo centésimo título esquentam gira na grama

Andy Murray
Foto: Marc Atkins/Getty Images

Apesar da derrota na estreia do ATP 500 de Queen’s, escocês mostrou desenvoltura após grave lesão no quadril; suíço está de volta ao posto de número 1 depois do título em Stuttgart 

Todo ano é assim. Acaba Roland Garros, o segundo Grand Slam da temporada, e como aconteceu nas últimas temporadas com vitória de Rafael Nadal, e começa a gira na grama. E sabemos que junto com ela Roger Federer está de volta. Após 11 semanas longe dos torneios oficiais, o suíço retornou com tudo, vencendo o ATP 250 de Stuttgart e recuperando o posto de número 1 do mundo. Agora, o maestro mira o deca do ATP 500 de Halle, que pode o aproximar da marca centenária de conquistas. Além dele, Novak Djokovic, que dá sinais de recuperação, tenta ser competitivo nas competições preparatórias para Wimbledon, que começa em julho. Mas a notícia da semana, é a volta de Andy Murray às quadras, disputou uma partida oficial após 11 meses de tratamento de uma grave lesão no quadril. Dá só uma olhada no resumo do trio em Halle (ALE) e Queen’s (GBR).

 

O retorno

O mundo do tênis certamente vibrou nesta terça-feira. Não tivemos a disputa de nenhum título, mas sim o retorno de um dos principais tenistas da atual geração. Estamos falando de Andy Murray, bicampeão de Wimbledon e número 1 do mundo até sua última partida antes da lesão, ocorrida durante as quartas de final do Grand Slam no All England Club. De lá para cá foram 11 meses de tratamento de uma grave lesão no quadril e muitas dúvidas sobre sua volta.

Bom, até Murray duvidou em certo momento de sua recuperação, principalmente pelo fato de inúmeros métodos não terem surtido efeito até a decisão de realizar uma cirurgia no local, em janeiro deste ano. O período longe das quadras se passou e ele retornou justamente em um torneio que tem sua a cara, o ATP 500 de Queen’s. Pentacampeão da competição, o britânico pegou em sua volta o polêmico australiano Nick Kyrgios.

O primeiro set foi surpreendente para quem não jogava uma partida oficial há quase um ano: 6/2 e controle do jogo. Mas o que era esperado aconteceu e Murray foi perdendo rendimento. O rival número 21 do mundo virou – parciais de 7/6 (4) e 7/5 – e avançou para a rodada seguinte, mas o que mais importou foi a volta do bicampeão olímpico (Rio 2016 e Londres 2012). Ainda é cedo para cobrar um resultado de Murray. O que mais importa agora é poder disputar partidas sem restrições médicas.

 

Ritmo

Não é novidade para ninguém que Novak Djokovic busca um torneio para trazer a confiança de volta após a lesão no ombro que o afetou por longos meses. A surpreendente derrota para o italiano Marco Cecchinato nas quartas de final de Roland Garros foi um baque, mas o atual número 22 do mundo já está em quadra novamente para acabar com a seca de títulos – última taça levantada pelo sérvio foi a do ATP 250 de Eastbourne, no fim de junho de 2017.

Após uma estreia sólida contra o australiano John Millman em Queen’s – 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/1 -, o sérvio pega Grigor Dimitrov, quinto colocado no ranking da ATP e segundo cabeça de chave no torneio londrino. Com seis vitórias em sete confrontos contra o búlgaro, Djoko tem a oportunidade ideal para embalar na competição.

Vale lembrar que o ATP 500 de Queen’s conta com bons nomes na chave de simples, como o croata Marin Cilic, vice-campeão do Aberto da Austrália; o espanhol Feliciano López, atual campeão do torneio; o britânico Kyle Edmund, uma das boas surpresas da temporada; o polêmico Nick Kyrgios, responsável pelo revés de Andy Murray; e o sempre perigoso Stan Wawrinka, que luta para recuperar o ritmo de jogo após lesão no joelho.

 

Pressão e possibilidade de recorde

Se Rafael Nadal teve que lidar com a pressão de repetir os títulos da temporada passada em 2018, na gira do saibro, para manter o posto de número 1 – e fez muito bem, tendo como auge o 11º troféu de Roland Garros – , agora é a vez de Roger Federer passar pela mesma situação.

Após começar com o pé direito a mini-temporada na grama, vencendo o ATP 250 de Stuttgart e retornando a ponta do ranking com 8.920 pontos, sendo 150 a frente do Touro Miúra, o Maestro defende mais um título na Alemanha. É o ATP 500 de Halle, competição na qual é nonacampeão (2003-06, 2008, 2013-15, 2017).

De olho no deca, o suíço pode se aproximar de uma marca bastante valiosa. Com 98 conquistas na carreira, ele está muito perto de atingir o troféu de número 100 da carreira. E isso pode acontecer justamente em Wimbledon, caso, obviamente, vença o torneio alemão.

Em Halle, Federer tem como principais adversários o austríaco Dominic Thiem, vice-campeão de Roland Garros; o japonês Kei Nishikori, que vem em retomada no circuito após período machucado; e o croata Borna Coric, responsável pela eliminação do cabeça de chave número 2 e anfitrião Alexander Zverev.

 

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