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Copa Libertadores

Por que os argentinos põem o Boca Juniors como favorito ao título da Libertadores 2018?

Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

Equipe azul e ouro ganhou sua última Copa só em 2007, mas o elenco atual é forte o suficiente para lidar com a enorme pressão pela conquista neste ano

E chegou a semana que os argentinos tantos esperavam. Depois da estreia do River Plate, que empatou com o Flamengo no Rio por 2×2, a quinta-feira (1º) marca o começo do Boca Juniors, que viaja ao Peru para enfrentar o Allianza Lima. A partida será disputada às 21h30 (de Brasília) no Estádio Alejandro Villanueva, em Lima.

 

Seleção xeneize

A grande razão que faz este Boca ser olhado como o grande favorito ao título da Libertadores tem a ver com o seu desempenho no Campeonato Argentino. O time não deixa a ponta da tabela há nada menos que 15 meses. E o desempenho atual é realmente assustador. O time está 24 pontos à frente do River Plate, que ocupa uma 21ª colocação que ninguém imaginava antes de começar a temporada.

Embora seja um timaço, este Boca tem as suas falhas, e elas estão concentradas na defesa. O goleiro Agustín Rossi tem só 22 anos e não está nem de longe à altura de craques vestindo luvas pelo clube como os experientes Pato Abbondanzieri e Óscar Córdoba. A linha de defesa tampouco é equivalente às que o Boca já colocou em campo para assustar os adversários. A equipe que enfrenta hoje o Allianza Lima vai escalar Jara, Vergini, Heredia e Fabra – ninguém que arranque calafrios por aí, convenhamos.

É do meio para a frente que este Boca promete ser realmente uma máquina de jogar futebol. E isso porque o time ainda espera a recuperação física de três jogadores que seriam titulares não só do clube, mas eventualmente da seleção argentina. Estamos falando dos volantes Pablo Pérez e Fernando Gago e do centroavante Darío Benedetto. Gago tem longa passagem pela seleção e jogou a Copa do Mundo de 2014. E Benedetto estava em grande fase, sendo também escalado como titular por Jorge Sampaoli em confrontos decisivos nas últimas Eliminatórias.

Na ausência desses nomes, a metade de campo do Boca nesta quinta (1º) em Lima vai contar com Buffarini, Barríos e Reynoso.

 

E Tevez?

A enorme força deste Boca que arranca a Libertadores está concentrada no ataque. A referência será Carlitos Tevez, que mesmo com o ombro machucado fez questão de viajar e de se colocar à disposição do técnico Guillermo Barros Schelotto para começar a competição como titular. E ele vai ter dois companheiros que prometem estar à sua altura. Os dois são de seleção, casos de Cristian Pavón, pela Argentina, e o colombiano Edwin Cardona, o “Crackdona”, um verdadeiro mestre nas cobranças de faltas.

Tevez está com 34 anos e já não tem a força física que caracterizou o seu começo de carreira e a sua passagem pelo Corinthians. Seu estilo de jogo no momento na Argentina é bem mais cadenciado e muito mais manhoso do que nos bons tempos. Os seus piques tampouco são capazes de deixar os zagueiros para trás. Carlitos se transformou em um atacante capaz de chamar a atenção dos defensores e fazer o “jogo sujo” para os seus companheiros – bem mais jovens e com condições físicas melhores para responder às exigências do tratamento sempre impiedoso dos rivais.

Carlitos já declarou que só não parou de jogar porque sonha em conquistar mais uma Libertadores pelo Boca. Ele ergueu a de 2003, fazendo gol na final contra o Santos, e agora, exatos 15 anos depois, tem a chance de repetir a dose e escrever ainda mais o seu nome na histórica do clube. São boas as chances de que ele venha a conseguir tal façanha. Uma enorme crítica dos rivais é de um favorecimento explícito da arbitragem a este Boca Juniors, que não teria tamanha capacidade para deixar os outros argentinos tão para trás no torneio local. O atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, foi também presidente do Boca. Era ele, inclusive, o responsável pelo clube no começo de Tevez no futebol. Macri está de olho na reeleição presidencial argentina em 2019, e sabe que um Boca forte e vitorioso será um componente de peso em sua campanha. Afinal, a torcida do clube responde por 40% da população do país…

 

Jogos da 1ª rodada da Libertadores da América 2018

Quinta-feira, 1º de março

  • 19:15 – Real Garcilaso-PER x Santos – Palpite: Santos
  • 19:15 – Deportivo Lara-VEN x Independiente-ARG – Palpite: Independiente
  • 19:15 – Santa Fe-COL x Emelec-EQU – Palpite: Santa Fe
  • 21:30 – Allianza Lima-PER x Boca Juniors-ARG – Palpite: Boca
  • 21:30 – Junior Barranquilla-COL x Palmeiras – Palpite: Empate

 

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