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Por que Conor McGregor não foi escolhido para substituir Tony Ferguson no UFC 223

Foto: Divulgação/UFC

Após o problema do UFC 223 solucionado com Max Holloway no lugar de Tony Ferguson, lesionado, a pergunta que muitos fãs fizeram foi: onde está Conor McGregor? Por que o irlandês não assumiu o lugar do americano? A pergunta é pertinente, mas existem vários motivos que fazem com que a não entrada de Conor no evento deste sábado, em Nova York (EUA), seja uma medida inteligente. Há duas coisas necessárias para fazer Conor McGregor lutar: dinheiro e legado.

Financeiramente, Conor McGregor é o astro mais valioso do Ultimate. Quando Dana White decide escalá-lo para um determinado evento da franquia, ele tem de fazer contas. Ele precisa sugar ao máximo o poder midiático do irlandês exatamente para poder gerar a grana necessária para fazer Conor trabalhar. É como se o próprio lutador pagasse parte de seu salário. Quase como um sistema de comissão. Quanto melhor ele se sair no trabalho dentro e fora do octógono, mais ele vai ganhar. A organização precisa de tempo hábil para promover sua luta e fazer com que a entrada de McGregor no octógono seja uma mina de ouro – assim como foi nas últimas vezes. Logo, colocá-lo para lutar no lugar de Ferguson no UFC 223 resultaria em apenas seis dias de promoção. Venderia muito pay-per-view e daria lucro? Claro! Mas não será nada inteligente e passaria longe do potencial real de vendas do irlandês.

Sem contar que McGregor é movido a dinheiro e status no mundo esportivo. Se for pra enfrentar Khabib Nurmagomedov, que seja da forma certa. Em um evento na Rússia, com milhões de dólares envolvidos e em uma situação onde a sua vitória possa elevar seu status de um dor maiores de todos os tempos. Dentro da casa do rival, considerado um fenômeno e possivelmente com o título dos leves se bater Holloway no UFC 223, Conor faria história mais uma vez. Ele olha pra cima. Ele conquistou dois cinturões simultâneos do UFC em sua última apresentação. Se for pra voltar, que seja para fazer algo ainda maior. E assumir o lugar de outro lutador de última hora, por mais que tenha seu valor, não é exatamente o que ele procura.

O presidente do UFC Dana White em entrevista à ESPN deixou claro também que de última hora seria difícil Conor bater o peso limite da categoria dos leves (70kg). Além disso, ele reforçou que Conor McGregor é o tipo de cara que ele “quer ter o tempo adequado para promover a luta”. O dirigente sabe muito bem que tem um diamante que precisa ser bem cuidado. Não é assim. Ele vai colocá-lo para lutar quando tiver uma oportunidade de fazer muito dinheiro. Ter Conor McGregor em sua organização é bom, mas saber usá-lo na hora certa também tem seu valor. E digo mais: Quanto mais tempo demora, maior o retorno de McGregor fica.

E tem outra coisa. Se fosse para Conor McGregor lutar, que essa decisão tivesse sido tomada meses atrás. O irlandês perdeu o título dos leves por conta da demora para voltar. Aí, de repente, ele voltaria ao octógono sem título contra Khabib Nurmagomedov, que não é campeão? Seria pelo título interino de Tony Ferguson? Ou o cinturão de Tony seria ignorado e eles lutariam pelo absoluto? Entende a confusão? Enquanto essa bagunça não se resolve, aguardemos Nurmagomedov Vs Holloway. Esse combate certamente nos dará um rumo a ser projetado.

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