Humor

Paixão Nacional: Tem negócio?

O futebol é um esporte dinâmico e imprevisível. Em campo, o drible, o movimento inesperado, faz a alegria da torcida e muitas vezes define um jogo encruado. Nos bastidores, a imprevisibilidade dos cartolas e suas negociações estão sempre surpreendendo quem acompanha as nuances dos clubes. O que ontem era certo, hoje já não é mais. Como a ida do zagueiro palmeirense Mina para o Barcelona. O colombiano que manifestou à diretoria alviverde o seu desejo de ir para a Espanha, já havia adicionado Messi, Suaréz e Paulinho no Facebook e estava aprendendo a preparar uma deliciosa paella quando, numa reviravolta digna das novelas de Glória Perez, o Barça perguntou ao Palmeiras se não dava pra parcelar a compra no boleto. Sem juros.

Depois de gastar os tubos para adquirir Phelippe Coutinho, o clube espanhol pediu um “alívio” para o Verdão e propôs parcelar os 11,8 milhões de euros acordados entre os clubes para a concretização do negócio. Neste modelo, Yerry Mina se apresentaria imediatamente ao clube espanhol. O Palmeiras disse “não” e ainda pede que o Barcelona pague os 590 mil euros referentes ao mecanismo de solidariedade para clubes formadores – o que coloca o negócio em 12,39 milhões de euros. E mais: o clube brasileiro bateu o pé e disse que não tem negócio. Se o Barcelona não concordar com os termos, poderá esperar até o meio do ano, quando poderá tirar Mina do Verdão pela bagatela de 9 milhões de euros, como definido no acordo de preferência de compra que o time catalão tem sobre o colombiano.

E, por incrível que pareça, não importa o resultado da negociação, o Palmeiras ganhará de todo o modo.