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Paixão Nacional: resolvido o problema

E a final da Copa Libertadores de 2018 segue mais enrolada que gatinho no novelo de lã da vovó. Marcada para o último sábado, dia 24, a derradeira partida entre River Plate e Boca Juniors foi adiada para o domingo, 25, após o ônibus do Boca ser atacado pela torcida adversária na chegada ao estádio do River. Ferido por estilhaços de vidro de uma das janelas do veículo que foram quebradas, o capitão Pablo Pérez precisou ser levado ao hospital. Ábila, Beneddeto e Tevez passaram mal nos vestiários do estádio por causa dos efeitos do gás de pimenta usado pela polícia para conter o tumulto segundo reportagem da FoxSports argentina.

Sem condições mínimas para o duelo, a Conmebol anunciou que o jogo fora adiado para o domingo, 25 – segundo dirigentes, em comum acordo com os times.  Mas não rolou. Com ninguém assumindo a responsabilidade pela segurança de atletas e torcedores, coube à entidade, em reunião com representantes das equipes na última terça-feira, declarar que a derradeira partida da final será realizada no dia 8 ou 9 de dezembro em local… INDEFINIDO!

Há um consenso – até o momento – de que não há segurança para realizar o jogo na Argentina. A grande final da Libertadores, entre os times mais populares do futebol argentino portanto não poderá ser realizada no país. Diante de fato tão ridículo, não ter um local definido para o jogo é o menor dos problemas.

O brasileiro, esperto que é, se antecipou aos fatos e gaúchos e paulistas correram para oferecer suas cidades para sediar a partida enquanto que Mineirão, Arena Condá e Arena Pernambuco enviaram seus books para a direção da Conmebol. Isso tudo, claro, sem consultar as autoridades locais sobre as questões de segurança para sediar um jogo deste tamanho – e que chega todo trabalhado na bagunça. Mas segurança, ao que tudo indica, é apenas um detalhe.

Aquela que seria a final de todas as finais de Libertadores entrará para a história como uma comédia de erros e um exemplo prático da falta de seriedade da cartolagem futebolística do lado de cá do Equador.

Talvez, decidir o campeão em uma rodada de bingo no bazar beneficente de uma igreja qualquer fosse uma solução mais digna do que anunciar uma data sem local para um jogo que pode ser considerado um 7 a 1 no futebol argentino.

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