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Paixão Nacional: De quem é a culpa?

O sonho do hexacampeonato brasileiro na Copa do Mundo da Rússia derreteu como uma caixa de chocolates belgas exposta ao sol do nordeste. Perdida em campo, sem um reserva com o mesmo poder de marcação de Casemiro entre os 23 selecionados por Tite, a Seleção Brasileira caiu diante da talentosa Seleção Belga que se aproveitou dos erros em profusão do time canarinho para abrir uma vantagem de 2 gols e carimbar a passagem de volta para casa de Neymar e seus “praças” – pessoas de coração peludo dirão que “acabou a farra”.

Nem a presença do “russo-pistola”, torcedor-símbolo do Brasil desde o início da fase eliminatória, contra o México, serviu para levar os time pentacampeão adiante na competição – e as más-línguas dizem que ele estava com a camisa do De Bruyne por baixo da amarelinha e ainda assou o Canarinho-Pistola para o jantar. Um absurdo apesar de ninguém ver o personagem desde o final do jogo – mas, até aí, ninguém viu o futebol de Paulinho e William durante toda a Copa.

Tite foi vítima da sua “titice” – misto de teimosia e convicção que tem em Fábio Carille seu maior seguidor. Religioso, o técnico da Seleção Brasileira fez questão de partir em romaria pelas igrejas da Rússia e, temente a Deus, fez de tudo para não tirar Jesus do coração e do comando de ataque do Brasil. Pagou por isso. Jogando como o Corinthians, o Brasil teve as mesmas virtudes e os mesmos defeitos do alvinegro. O maior deles, a falta de variação tática.

Pagou o preço de sua limitação e falta de experiência em copas.

Tite deverá seguir no comando da Seleção – e deve mesmo. Apesar dos defeitos, acumula mais virtudes em sua passagem pelo time canarinho e pode, em um trabalho de 4 anos até a próxima Copa, sair do Catar com o hexa na mão – se até lá aprender a abrir mão de sua titice assim como nós teremos que abrir mão de nossa necessidade de encontrar um torcedor-símbolo para amarmos nas redes sociais para, um jogo depois, ficarmos órfãos de memes até o reinício do Campeonato Brasileiro.

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