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O que esperar de Roger Federer sem o concorrente Rafael Nadal pelo posto de número 1 da ATP em Indian Wells?

Foto: Boris Streubel/Getty Images for Laureus

Favoritismo do suíço passa por esvaziamento da chave de simples do primeiro Masters 1.000 da temporada a confiança após dois títulos na temporada

O que tinha tudo para ser palco de mais um capítulo na batalha pela posição de número 1 do ranking da ATP não irá mais acontecer. Estamos falando do confronto Roger Federer x Rafael Nadal, que não terá chance alguma de ser realizado nos primeiros Masters 1.000 de 2018: Indian Wells e Miami. A ausência do Touro Miúra passa por uma lesão que causou sua desistência no Aberto da Austrália ou mesmo no ATP 500 de Acapulco e que pode piorar sua desvantagem para o atual líder do ranking ATP. E se já não bastasse a desistência do espanhol, o torneio na Califórnia não terá importantes nomes como Andy Murray, Stan Wawrinka, Richard Gasquet, David Goffin, Jo-Wilfried Tsonga e possivelmente Novak Djokovic. Sinal de mais um título do Maestro?

 

Favorito absoluto

Estamos apenas em fevereiro e passamos apenas por um Grand Slam, mas Roger Federer tem tudo para fazer uma temporada “daquelas” e fechar o ano no posto de número 1. Isso, é claro, se ele ficar longe das contusões, que como sabemos, vêm atormentando seus adversários.

O suíço inicia a sequência de dois Masters nos Estados Unidos defendendo os títulos do ano passado e apostando em suas recentes performances. Depois de alcançar o 20º título de GS no Aberto da Austrália 2018, o Maestro ganhou o ATP 500 de Roterdã retornando à liderança da ATP após quase seis anos. A marca também representou a quebra de um recorde, já que ele se tornou o jogador mais velho ao atingir tal façanha aos 36 anos e 173 dias.

E por falar em idade, quem diria que o “velhinho” Federer continuaria jogando em alto nível? Ele não só tem “destruído os adversários”, como por exemplo na Austrália, onde perdeu apenas dois sets – e na final – em duas semanas de torneio, como seu físico sem histórico de lesão – exceção à temporada de 2016, quando se ausentou por um semestre para cuidar de uma contusão no joelho esquerdo.

 

Ausências

Se em 2017 Federer jogou sem pressão já que voltava de lesão, esta temporada tem tudo para ser diferente e, obviamente, de cobranças. Ainda mais se lembrarmos que muitos tenistas da elite mundial estão fora de combate e devem retornar ao circuito só em alguns meses.

A lista começa com Rafael Nadal, então número 1 do mundo antes de Roterdã. Isso porque lá o suíço “roubou” a colocação do espanhol e agora comanda as ações no ranking. O Touro Miúra está fora de Indian Wells e Miami por um estiramento próximo à coxa ocorrido durante o Aberto da Austrália. Ele até tentou voltar em Acapulco, mas as dores voltaram. O espanhol deve retornar às competições apenas na gira do saibro.

Fora dos torneios na América do Norte, Nadal defenderá 690 pontos, ou seja, os dois vice-campeonatos para Federer. Ele pode ver o concorrente se distanciar no ranking caso volte a conquistar os dois Masters ou mesmo retornar ao posto caso o rival seja surpreendido.

Outro que está fora de combate é Andy Murray, que se segue sem previsão de retorno após cirurgia no quadril. Quem também não viaja para o solo estadunidense é Stan Wawrinka, campeão de três – Aberto da Austrália, Aberto dos Estados Unidos e Roland Garros – dos quatro Grand Slams. O suíço ainda não se viu recuperado de uma lesão no joelho. Prova disso foram os fracos desempenhos em Marselha, na França, e em Roterdã, na Holanda, há semanas.

 

Incógnita

A grande pergunta é: Novak Djokovic irá jogar? Desde que passou por uma cirurgia no pulso direito, no mês passado, Djoko tem sido um bem econômico nas palavras. O que dá para saber é só seu treinamento, que parece estar cada vez mais à vontade.

Ainda sem dizer sim ou não, o sérvio definirá nos próximos dias se fará a gira pelos Estados Unidos. Se fizer e voltar a melhor forma, pode ser um adversário à altura de Roger Federer. Será?

 

Adversários

Um dos oponentes capazes de superar Roger Federer em Indian Wells é Martin Del Potro. O argentino vem de título do ATP 500 de Acapulco após bater três concorrentes do Top 10: o austríaco Dominic Thiem, o alemão Alexander Zverev e o sul-africano Kevin Anderson. Será que chegou a vez de o alemão ganhar seu primeiro Masters?

Quem também aparece como candidato ao título é o búlgaro Grigor Dimitrov, campeão do ATP Finals da temporada passada, e o croata Marin Cilic, que perdeu justamente a final na Austrália para o suíço. Será que chegou a hora de eles brilharem?

 

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