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Nos pênaltis, Corinthians elimina o São Paulo e disputará com o Palmeiras a final do Campeonato Paulista

Insistindo até o último minuto, o Corinthians conseguiu furar o bloqueio do São Paulo e, nos pênaltis, se garantiu em mais uma final do Campeonato Paulista.

Foto: Paulo Withaker/Reuters/Reprodução

19 anos após o “jogo das embaixadinhas”, o Dérbi decidirá o campeão paulista.

Na noite desta quarta-feira em Itaquera, o Corinthians despachou o São Paulo na disputa por pênaltis (5 a 4) após devolver – aos 47 do segundo tempo com Rodriguinho de cabeça –, o 1 a 0 sofrido no Morumbi no último domingo. Com o resultado, o Timão manteve o tabu de nunca ter perdido para o São Paulo no Itaquerão e fará a final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, após 19 anos – a última decisão envolvendo os dois times no estadual aconteceu em 1999, no famoso “jogo das embaixadinhas” de Edílson. Com a confusão generalizada que se criou em campo com a provocação, o jogo foi encerrado antes dos 90 minutos e o Corinthians levou o título naquele ano.

O primeiro jogo da grande final acontecerá neste sábado, em Itaquera, às 16:30 para que o Palmeiras tenha tempo de se recuperar para o jogo contra o Alianza Lima, pela Libertadores, na próxima terça-feira no Allianz Parque que receberá a volta da grande final no próximo dia 8 às 16 horas.

 

Paredão

Usando do mesmo “veneno” que o Corinthians administrou em 2017 para sagrar-se campeão Paulista e Brasileiro, o São Paulo montou uma verdadeira “parede” à frente do gol de Sidão com Jucilei, Petros e Liziero, obrigando o ataque corintiano a criar pelos lados do campo e tentar algo em cruzamentos para ninguém já que o Alvinegro ainda não contratou um centroavante para suprir a ausência de Jô. Cirúrgico, o Tricolor saia apenas “na boa” e, deixando com o Corinthians a posse de bola e a iniciativa do jogo, viu Tréllez perder o duelo cara a cara com Cássio e desperdiçar a melhor chance de gol do primeiro tempo.

Com um elenco “inchado” mas de talento limitado, Fábio Carille usou todas as armas que possuia para tentar reverter a vantagem conquistada pela equipe de Diego Aguirre no domingo passado. Por isso o cansado, mas experiente, Fágner desembarcou vindo da Alemanha, onde estava com a Seleção Brasileira, e foi direto para o jogo, onde atuou até os 31 do segundo tempo, quando, exausto, foi substituído por Mantuan. Longe das suas melhores condições, Rodriguinho também foi para o jogo e atuou durante todo o duelo. Clayson, recuperado de uma lesão no joelho direito também foi até o final em campo e o “amuleto” Danilo entrou aos 36 no lugar do exausto Sheik para tentar ser uma opção aos cruzamentos inúteis do desesperado ataque alvinegro.

Com uma postura muito diferente da que mostrava nos tempos de Dorival Júnior, o São Paulo fechava os espaços, se multiplicava em campo e empurrava o Timão para a “beirada” de sua defesa onde o risco de gol era menor. Com Diego Souza no lugar de Tréllez no segundo tempo, o Tricolor tentava – mais do que ameaçar Cássio –, segurar a bola no ataque, longe da meta de Sidão. E muito provavelmente, este foi o grande erro estratégico de Aguirre.

 

Por uma bola

O São Paulo entrou em campo com a vantagem do placar construído no Morumbi a seu favor e, a exemplo do que fez o Corinthians em 2017, jogava por “uma bola”. Com isso, abriu mão de agredir o Timão e de ter a posse de bola. Deixou com os donos da casa a iniciativa do jogo – e o nervosismo que a busca pelo resultado provocaria – enquanto se fechava muito bem em sua defesa (com destaque para Liziero, a melhor supresa tricolor vinda de Cotia e que tem potencial para fazer um meio campo de muita qualidade ao lado de Hudson no Brasileirão). No contra-ataque, o time do Morumbi era perigoso mas, na melhor de todas as chances – ainda no primeiro tempo – Tréllez não passou por Cássio.

A estratégia dos visitantes deu certo. Sem poder de fogo na frente, com Mateus Vital (um meia com  características de criação) desperdiçado na ponta direita e Rodriguinho muito abaixo fisicamente, o Corinthians pouco fazia para assustar a defesa sãopaulina. Com a entrada de Pedrinho no lugar de Gabriel a ida de Vital para o meio, o volume de jogo do Timão aumentou, mas sem alguém de referência no ataque isso não dizia nada.

Quando o Corinthians jogava apenas na base do desespero, lutando para cair em pé em seu estádio, veio o escanteio salvador e, aos 47 do segundo tempo, o São Paulo que havia sido defensivamente quase perfeito, falhou e o “quase morto” Rodriguinho subiu livre de marcação, no meio da área Tricolor, para cabecear firme, sem chances de defesa para Sidão. 1 a 1 no placar agregado.

O São Paulo tentou ainda colocar alguma pressão no jogo nos últimos 3 minutos dos acréscimos, mas o gol corintiano “derrubou” a moral dos visitantes.

 

Pênaltis

Na decisão por pênaltis, Diego Souza e Cássio se reencontraram na primeira cobrança do São Paulo e, assim como na Libertadores em 2012, o goleiro alvinegro levou a melhor e fez a defesa, dando a vantagem ao Timão. Vantagem esta que Rodriguinho – herói no tempo regulamentar – perdeu na segunda cobrança do Corinthians quando, “sem pernas”, bateu mal e permitiu a defesa de Sidão. Foram os únicos pênaltis perdidos na primeira série de 5 cobranças. Vital, Clayson, Pedrinho e Maycon marcaram para o Corinthians e Lucas Fernandes, Bruno Alves, Reinaldo e Militão fizeram para o São Paulo.
Nas cobranças alternadas, o veterano Danilo bateu sem chances para Sidão. Em sua vez, Liziero bateu bem, mas Cássio foi melhor, e com a mão direita tocou na bola que subiu, bateu no travessão e saiu. Com 5 a 4 no placar, o Corinthians de Fábio Carille chegou à sua segunda final estadual consecutiva.

 

Sina tricolor

A vitória de ontem no tempo normal manteve o tabu do Itaquerão – estádio onde o São Paulo ainda não venceu o Corinthians desde a sua inauguração. E mais: com a eliminação Tricolor nos pênaltis, esta foi a 8ª vez consecutiva em que o Timão levou a melhor sobre o Tricolor em um mata-mata. Antes disso, o Alvingero havia superado o clube do Morumbi nas seguintes ocasiões:

  • 2002– Rio-São Paulo – Final;
  • 2002 – Copa do Brasil – Semi;
  • 2003 – Paulistão – Final;
  • 2009 – Paulistão – Semi;
  • 2013 – Paulistão – Semi;
  • 2013 – Recopa – Final;
  • 2017 – Paulistão – Semi;
  • 2018 – Paulistão – Semi.

 

A Grande Final

Donos das melhores campanhas na classificação geral do Paulistão 2018, Corinthians e Palmeiras começam a decidir o título neste sábado, em Itaquera à partir das 16:30.

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