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Liga das Nações de Vôlei Feminino: de olho em mais três vitórias, Brasil encara Itália, Tailândia e Bélgica

Seleção Brasileira de Vôlei Feminino
Foto: William Lucas/Inovafoto/CBV

Seleção comandada pelo técnico José Roberto Guimarães está a um único triunfo de garantir a vaga na fase final  

A seleção brasileira de vôlei feminino está cumprindo com competência com o seu papel de enorme potência da modalidade. Com dez vitórias e duas derrotas até aqui, a equipe do técnico José Roberto Guimarães ocupa a segunda colocação da Liga das Nações que vai fechar a sua fase de classificação nesta semana. Apenas os Estados Unidos estão à frente do Brasil, com 11 vitórias e uma única derrota. As cinco melhores equipes se garantem na decisão que será disputada em Nanquim, na China, a partir do próximo dia 27.

Antes do início das etapas decisivas, o bloco de países classificados está formado por Estados Unidos, Brasil, Sérvia, Turquia e Holanda. Itália e Rússia também tentam garantir suas vagas. A China, como país-sede, já tem o seu lugar reservado.

 

Adversárias tranquilas

O Brasil joga agora em Eboli, na Itália, a partir desta terça-feira (12), enfrentando, pela ordem, Bélgica, Tailândia e Itália. Não há o que temer. Das 16 seleções participantes, a Bélgica é a 13ª, a Tailândia é a 15ª e só a Itália está um pouco melhor, ocupando hoje a sexta colocação, brigando e usando o seu tradicional sangue quente para atingir o bloco das classificadas para a fase final.

José Roberto Guimarães, porém, não vai poder contar com a ponteira Drussyla, que quebrou a mão – na linguagem médica, ela sofreu uma “fratura impactada na base do quinto metacarpo da mão direita causada por um trauma”. Ela deve voltar a treinar só daqui a quatro semanas, ficando fora também da fase final, na China.

“Ela teve um trauma na mão direta no jogo contra a Rússia. Ela vai permanecer em tratamento fisioterapêutico. Optamos pelo retorno da Drussyla ao Brasil. Assim, ela não passará por viagens longas e poderá ter uma recuperação mais rápida. A expectativa é que ela retorne às quadra em torno de quatro semanas”, disse Júlio Nardelli, medico da seleção.

 

José Roberto confiante

O histórico comandante brasileiro está empenhado em levar adiante a equipe a mais três vitórias. “Tivemos alguns altos e baixos dentro da última semana, especialmente contra a Rússia, que sacou muito bem e nos colocou em pressão. Mas estou feliz pela superação da nossa equipe, principalmente pela recuperação no quinto set. Me chamou a atenção pelo que elas realizaram no momento mais complicado da partida, mas sabemos que ainda teremos muita coisa pela frente”, analisou.

A garra brasileira foi ressaltada por todas dentro do grupo. A Liga das Nações, competição que substitui o Grand Prix, é caracterizada por um calendário dos mais desafiadores, com viagens contínuas e uma constante adaptação do organismo para se aclimatar aos mais diferentes lugares. O Brasil já jogou, por exemplo, em Barueri (Brasil), Ancara (Turquia), Apeldoorn (Holanda) e Jiangmen (China) – para agora atuar em Eboli, na Itália.

“Fico feliz pela luta da equipe, estamos acreditando sempre”, disse a capitã Roberta. “Sabíamos que contra a Rússia seria um jogo difícil, contra um time muito forte. Elas sacaram bem e usaram bastante o bloqueio, que é muito alto. Mas a maneira como reagimos aos percalços foi o principal, foi uma vitória muito importante”, finalizou a levantadora.

Quem segue derrubando bolas como nunca é a oposto brasileira Tandara, que ao lado da central Bia tem sido a grande pontuadora desta seleção que está se caracterizando pelas múltiplas formas de se atacar. O Brasil só precisa melhorar um pouco mais no saque, na recepção e no bloqueio. A distribuição de jogo e o poder ofensivo, ainda assim, estão dando conta do recado na hora de enfrentar as seleções mais fortes.

“A vitória contra a Rússia foi importante, mas talvez pudesse ser um pouco mais fácil”, analisou Tandara. “Com mais agressividade no saque desde o início e um pouco mais de atenção, talvez fosse diferente. Mas nada melhor do que encerrar esta etapa com uma vitória. Agora teremos outra semana importantíssima, precisamos chegar bem e conseguir pontos em busca da fase final, embaladas.”

O Brasil, vale lembrar, é o grande campeão do Grand Prix, competição que era disputada no lugar da Liga das Nações. São nada menos que 12 taças, contra seis das norte-americanas, que aparecem na segunda colocação no ranking geral.

 

Liga das Nações de Vôlei Feminino – etapa de Eboli (Itália)

Terça-feira, 12 de junho 

  • 12:00 – Brasil x Bélgica – Palpite: Brasil
  • 15:00 – Itália x Tailândia – Palpite: Itália 

Quarta-feira, 13 de junho 

  • 12:00 – Brasil x Tailândia – Palpite: Brasil
  • 15:00 – Itália x Bélgica – Palpite: Itália

Quinta-feira, 14 de junho 

  • 12:00 – Bélgica x Tailândia – Palpite: Bélgica
  • 15:00 – Itália x Brasil – Palpite: Brasil

 

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