Recopa

Grêmio x Independiente: o que está em jogo na grande decisão da Recopa

Grêmio x Independiente Recopa
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Arena do Grêmio recebe a segunda partida da final, a partir das 21h45 (de Brasília) desta quarta (21)            

De hoje não passa. Quando Grêmio e Independiente entrarem na Arena do Grêmio na decisão da Recopa Sul-Americana, a partir das 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira (21), a grande rivalidade do continente estará acesa e mais imprevisível do que nunca com uma conquista que pode representar muito para os dois lados.

Todas as vezes que Brasil e Argentina se enfrentam valendo um título acaba sendo muito especial. A decisão desta quarta (21) está muito longe de ser encarada com indiferença. Contamos cinco itens que mostram que esta Recopa tem tudo para ser bastante comemorada por ambas as torcidas.

 

1. O primeiro na Arena

Das casas mais modernas e imponentes do futebol brasileiro, a Arena do Grêmio, usada desde 2012, ainda não viu um título internacional em suas instalações – bem ao contrário do antigo Olímpico, que viveu uma noite épica com a conquista da Libertadores de 1983, obtida em cima do guerreiro Peñarol. A torcida do Grêmio é tida como uma das mais fervorosas do Brasil, aquela que mais chega perto da tradição argentina de se torcer, cantando músicas adaptadas do rock e fazendo uma festa que hoje está em falta nos demais estádios do país. É uma boa ocasião para conferir qual a capacidade gremista de se fazer uma festa inesquecível, daquelas que encantam até quem é de outras torcidas (tirando colorados, claro). Todos os ingressos já estão vendidos. São esperados mais de 55.000 fanáticos lotando um estádio que é realmente dos mais fantásticos.

 

2. Rey de Copas

O Independiente está encarando esta decisão com uma importância enorme. A equipe tem 17 títulos internacionais em sua história e, vencendo esta Recopa, empataria na ponta da tabela da Argentina com o Boca Juniors, que tem 18 conquistas. Os argentinos são “copeiros” por natureza, e ter a possibilidade de se colocar no topo de tal lista é o suficiente para a equipe “ganhar ou morrer”, como disse o técnico Ariel Holan mais de uma vez em Porto Alegre.

 

3. Professor x quem não estuda

Por falar em Ariel Holan, uma das grandes atrações desta Recopa vai ser acompanhar o duelo de estilos dos treinadores. Holan é uma enciclopédia ambulante, uma pessoa que encanta qualquer interlocutor pelo seu conhecimento e por ter devorado e estudado o futebol em todas as suas minúcias. Tal obsessão faz parte do “jeito argentino de ser”, sempre devotado a livros e conhecimento. Já Renato Gaúcho é aquele treinador intuitivo e debochado que diz que “não precisa estudar”. Chegou a noite de acompanhar o que cada um pode então fazer valer de seu estilo.

 

4. Vingança por 1984

Renato Gaúcho hoje é técnico, mas em 1984, como atacante, viu, do próprio gramado, o Grêmio perder uma final de Libertadores para o Independiente. O clube argentino ganhou a partida de ida por 1×0 no Olímpico e apenas controlou o 0x0 em Avellaneda para conquistar a sua sétima e última Libertadores. Os gremistas daquele tempo lamentam demais a derrota até hoje. O tricolor gaúcho era então campeão do mundo, e deixar escapar uma conquista continental, ainda mais para um adversário de uniforme vermelho, causou muita gozação. Chegou a hora de tentar se redimir com o passado e colocar as coisas em outra perspectiva.

 

5. Inédito no Brasil

Primeiro, o Lanús. Agora, o Independiente. Como contamos aqui mesmo no Ganhador nesta terça, é muito complicado para um time brasileiro vencer uma final contra um clube argentino. E o Grêmio tem a possibilidade de repetir tal conquista, simplesmente empilhando os triunfos em decisões em um espaço de menos de três meses.

Jamais um clube brasileiro conseguiu bater os argentinos em tal sequência. O único time do país a conseguir chegar às finais seguidamente – mas ainda assim perdeu – foi o Cruzeiro, nos anos 70, 80 e 90. A equipe mineira fez duas finais de Libertadores consecutivas contra argentinos, ganhando do River Plate em 1976 e perdendo para o Boca em 1977. Em 1988, perdeu a Supercopa da Libertadores para o Racing, e ganhou o mesmo torneio em cima do River em 1991. Em 1992, porém, o clube celeste foi derrotado pelo Boca na decisão da Copa Master.

Os times que devem ir a campo nesta emocionante decisão desta quarta (21) na Arena do Grêmio são:

Independiente – Bustos, Franco, Amorebieta, Silva, Gaibor, Domingo, Meza, Fernández, Romero e Benítez.

Grêmio – Marcelo Grohe, Kannemann, Geromel, Leo Moura e Cortez; Michel, Maicon e Jailson; Luan, Everton e Cícero.

 

Final da Recopa Sul-Americana

Quarta-feira, 14 de fevereiro

  • 21:45 –  Grêmio x Independiente – Palpite: Empate (Independiente campeão)

 

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