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Flamengo encara Cabofriense querendo provar que segue uma fábrica de craques

Foto: CR Flamengo - Facebook Oficial

Rubro-negro foi o único grande a vencer na estreia da Taça Guanabara; domingo, às 20h15, enfrenta a Cabofriense       

É simplesmente impossível alguém ter vivido o futebol dos anos 70 e 80 sem ouvir o bordão “Craque, o Flamengo faz em casa”. Não era para menos. E se era uma das maiores fábricas de grandes jogadores de todo o mundo há algumas décadas, o clube está provando que segue com um olhar clínico para detectar talentos e aproveitá-los ao longo dos anos. E para aumentar ainda mais a sensação de filme repetido, basta olhar para o banco de reservas e perceber que é o atual técnico flamenguista: simplesmente Paulo César Carpegiani, o treinador de tantas pratas da casa no começo da década de 1980, quando conquistou a Libertadores, o Mundial (em 1981) e o Brasileiro (em 1982) pelo clube.

O Flamengo volta a campo agora neste domingo (21), quando enfrenta a Cabofriense no Estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador. A partida está marcada para começar às 20h15. O Rubro-Negro foi o único grande do Rio a estrear com vitória. Fluminense e Vasco perderam para Boavista e Bangu, respectivamente. E o Botafogo empatou com a Portuguesa.

Um número impressionante

O Flamengo estreou nesta Taça Guanabara com uma tranquila vitória por 2×0 sobre o Volta Redonda no Estádio Raulino de Oliveira, na última quarta-feira (17). E o dado que mais chamou a atenção foi que Carpegiani relacionou 18 jogadores – e apenas um deles, o meia Jonas, não era uma cria da base flamenguista.

Carpegiani é conhecido como um técnico durão – e não é difícil, por exemplo, lembrar do seu entrevero com o goleiro Roger, que posou nu em 1999, e com outro Roger, o meia do Corinthians, quase dez anos depois. E ele admitiu que forçou um pouco a barra com os jovens antes da partida, mas que todos responderam muito bem.

“Estamos no Flamengo, aqui ninguém pode ter medo de jogar. O clube exige personalidade e uma enorme responsabilidade”, comentou o treinador. “Eu não aliviei nada para eles não, pelo contrário, eu enfatizei esta questão. O menino que é formado no Flamengo tem esta responsabilidade, ele precisa saber que está em um clube gigante. Fazer isso não é nada novo para mim.”

O comandante, porém, aplaudiu o que a equipe mostrou diante do Volta Redonda, projetando uma nova boa atuação contra o Cabofriense, neste domingo (21). “Os meninos demonstraram que têm qualidade. Tivemos 35 minutos muito bons, com boa movimentação. O time demonstrou boa dinâmica e ótima recuperação de bola. No segundo tempo, como nossa preparação foi muito curta, tiramos um pouco o pé, mas logo temos o domingo para dar sequência aos nossos trabalhos.”

O técnico antecipou o que espera do Fla diante da Cabofriense: “A manutenção da personalidade. Conseguimos impor o nosso ritmo na estreia e aproveitamos bem os contra-ataques. Fiquei muito satisfeito com isso”.

Carpegiani prefere avaliar um pouco mais o elenco antes de definir os titulares: “Estamos em uma fase muito propícia a testes. Quero conversar com cada um e perceber o que é melhor para o grupo. Em um clube como o Flamengo, qualquer decisão significa muito, então é melhor agir com calma e não apressar nada”.

Cabofriense demonstra otimismo

O time de Cabo Frio estreou na Taça Guanabara com um 1×1 contra o Nova Iguaçu na última quarta-feira (17). O resultado foi considerado bom pelo técnico Antônio Carlos Roy. A equipe saiu atrás no marcador, mas buscou a igualdade com um gol do atacante João Carlos, aos 32 do segundo tempo. “Foi um ponto positivo”, comentou o treinador. “Estávamos sempre muito pressionados por jogar a Seletiva, qualquer ponto valia muito, então entrar no campeonato principal e já pontuar é algo essencial para a gente. Tivemos chances de vencer, mas o Nova Iguaçu também percebeu que poderia nos derrotar. Foi um empate justo”, seguiu Antônio Carlos Roy.

A Cabofriense cumpre uma verdadeira maratona em pleno primeiro mês do ano. Depois das partidas da Seletiva, o time estreou logo a seguir e agora vai enfrentar simplesmente o Flamengo – e praticamente sem descanso.

“Somos realistas e sabemos que os grandes brigam entre si e a gente briga sempre com os times menores. Disso nem é preciso falar muito. Prefiro parabenizar a minha equipe pelo empate na primeira rodada e motivá-los a fazer um bom papel contra o Flamengo”, concluiu o treinador.

Jogos da 2ª rodada da Taça Guanabara

Sábado, 20 de janeiro

  • 16:00 – Boavista x Macaé – Palpite: Empate
  • 16:00 – Portuguesa x Madureira – Palpite: Portuguesa
  • 17:00 – Fluminense x Botafogo – Palpite: Empate

Domingo, 21 de janeiro

  • 16:30 – Bangu x Volta Redonda – Palpite: Empate
  • 17:00 – Vasco x Nova Iguaçu – Palpite: Vasco
  • 20:15 – Flamengo x Cabofriense – Palpite: Flamengo

 

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