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Federer e Nadal favoritos, Murray fora e Djokovic e Wawrinka de volta: confira o guia do Aberto da Austrália

Foto: Michael Dodge - Getty Images

Primeiro Grand Slam do ano tem como principal atrativo a disputa pela liderança do ranking da ATP

Se você acompanha a nossa coluna semanal de tênis por aqui, já deve imaginar o quanto temos esperado por este momento. Estamos falando do Aberto da Austrália, que começou a dar as caras no domingo (14 de janeiro), no Melbourne Park, e promete elevar ainda mais a temperatura da calorosa cidade australiana. O primeiro Grand Slam de 2018 tem como pano de fundo a briga pela ponta do ranking da ATP entre Rafael Nadal (1º) e Roger Federer (2º), ambos favoritos para reeditarem a decisão do ano passado. O torneio ainda conta com os retornos de Novak Djokovic, maior campeão da competição com seis títulos, e Stan Wawrinka, após longo período de lesão. Como eles se comportarão? Será que o sérvio terá condições físicas para superar os ponteiros do ranking? Confira a análise do torneio.

 

Liderança em jogo

Quando a bola quicar na Rod Laver Arena, quadra central do Melbourne Park, teremos o início da corrida pela primeira posição do ranking da ATP. Com 10.600 pontos, Rafael Nadal comanda a classificação e depende de suas próprias forças para manter a colocação. Ele defende 1.200 pontos do vice-campeonato da edição passada, quando caiu para Roger Federer. Mas se alcançar as quartas, o Touro Miúra já se garante em primeiro.

Depois de uma temporada espetacular, em que voltou a jogar bem, ter atuações consistentes e, é claro, ganhar torneios – venceu Roland Garros e o Aberto dos Estados Unidos -, Nadal surge como um dos principais candidatos ao GS. Para concretizar suas chances de vitória, o espanhol terá que passar por uma “pedra no sapato”. Apesar de liderar o confronto diante Roger Federer em 23 a 15, o espanhol não sabe o que é vencer o número dois há cinco jogos. Isso inclui o próprio Aberto da Austrália e os Masters 1.000 de Miami e Xangai de 2018. Será que teremos uma revanche?

 

Retornos

Os olhos de todo o mundo estarão voltados para um possível duelo Federer x Nadal, mas não podemos nos esquecer de um sérvio que está se preparando para voltar em grande estilo. Dono de 68 títulos da ATP e ficando 223 semanas em primeiro lugar no ranking, Novak Djokovic retorna as quadras após perder o segundo semestre inteiro de 2017 para se tratar de uma lesão no cotovelo direito. Buscando por dias melhores, o maior campeão do torneio australiano – são seis conquistas – é uma das esperanças para derrubar o suíço e o espanhol.

Outro que surge em condições – obviamente se estiver bem fisicamente – de fazer frente ao número 1 e 2 do mundo é Stan Wawrinka. Dono de um backhand poderoso, o suíço também volta de lesão – operou o joelho direito no ano passado – e é uma incógnita.

 

Ausências

Enquanto Djoko e Wawrinka comemoram o retorno às quadras, a situação é bem diferente com Andy Murray. O ex-número 1 do mundo e cinco vezes vice-campeão do Aberto da Austrália é a principal ausência na chave masculina. Com problemas no quadril, o britânico também perdeu todo o semestre de 2017, porém o tratamento conservativo não funcionou e ele foi recentemente operado.

Quem também perderá o primeiro Grand Slam do ano é Serena Williams. A heptacampeã da competição e atual detentora do título ainda não reúne condições para jogar um torneio deste porte desde o nascimento de sua filha. Outra tenista que está fora é Victoria Azarenka. Mas o motivo da bielorrussa é distinto. Lutando pela custódia de seu filho, a jogadora não pode sair da Califórnia, nos Estados Unidos.

Por isso, o caminho está aberto para a romena Simona Halep, atual número 1 na WTA, e para Angelique Kerber, campeã do torneio em 2016. Já Maria Sharapova, que ainda não demonstrou o seu tênis de alta qualidade após ser flagrada no exame antidoping, corre por fora.

 

Surpresas

Uma das possíveis ameaças ao Big 3 é Juan Martin del Potro. O argentino, que volta a figurar no Top 10 da ATP após quase quatro anos, vem de um vice-campeonato em Sidney e promete atrapalhar os favoritos. Isso vai depender, é claro, de seu físico.

Entre a nova geração, é bom ficarmos de olho no alemão Alexander Zverev (4º no ranking), que busca um “algo a mais na carreira”: ou seja, um Grand Slam. Mesma situação vive o búlgaro Grigor Dimitrov (3º), atual campeão do ATP Finals, e o austríaco Dominic Thiem (5º).

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