Tênis

De desacreditado a campeão do Masters 1000 de Miami, conheça John Isner

Foto: Manuel Mazzanti/NurPhoto via Getty Images)

Franco azarão após desempenhos ruins neste início de temporada, norte-americano surpreendeu o mundo da bolinha ao derrubar nomes como Marin Cilic, Juan Martin del Potro e Alexander Zverev para alcançar inédito troféu 

Tem gente que até acha o tênis é um esporte monótono, já que vira e mexe os vencedores são basicamente os mesmos, não é?! Por anos, Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray se revezaram erguendo taças, seja de Grand Slams, Masters ou ATP 500. Mas com a sequência de contusões do Big Four e diminuição na disputa de torneios por alguns, como no caso do suíço, que não jogará a temporada no saibro, os tenistas considerados “azarões” ganham as chances de suas vidas. E, vez ou outra, uma zebra chega a pintar. É o que aconteceu com o norte-americano John Isner, que de desacreditado na abertura do Masters 1000 de Miami, ganhou uma confiança absurda ao longo do torneio a ponto de superar o alemão Alexander Zverev de virada, na final, por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (4), 6/4 e 6/4. Confira as curiosidades do primeiro título desta categoria do estadunidense!

 

Início preocupante

Se pegássemos uma lista dos favoritos ao título do Masters 1000 de Miami certamente o nome de John Isner não estaria entre os cinco primeiros cotados. Em um torneio em que contava com o então número 1 do mundo Roger Federer; um Djokovic tentando ganhar ritmo; o motivado Juan Martin del Potro; o surpreendente sul-coreano Hyeon Chung e Marin Cilic, vice-campeão do Aberto da Austrália; o norte-americano não tinha espaço. E olha que nem os resultados deste ano o ajudavam.

Isner chegou à Flórida com a sequência negativa de duas vitórias e seis derrotas em 2018, perdendo nas aberturas de Auckland, Aberto da Austrália, Nova Iorque, Acapulco e Indian Wells. Pior do que isso, nenhuma dos dois triunfos haviam sido contra jogadores do Top 80 do ranking da ATP. Ele, sinceramente, não tinha expectativa alguma.

Porém, a derrota no segundo set para Jiri Vesely por 6/1, na rodada de abertura, despertou Isner, que ganhou 11 sets consecutivos até conseguir a maior conquista de sua carreira. Ele havia alcançado até então 12 troféus, porém todos eles de ordem ATP 250.

Aniquilando favoritos

A partir da virada diante do tcheco, o norte-americano ganhou confiança e o que pudemos ver foi a importante marca de 53 games de saque vencidos. A potência no serviço foi a principal arma para o gigante de 2,08m de altura derrubar os principais postulantes à última edição do torneio na ilha de Key Biscayne. O jogador de 32 anos começou a mostrar seu apetite diante do croata Marin Cilic, atual número 3 na ATP, ainda nas oitavas de final. Após vitória sobre o croata e posteriormente sobre Hyeon Chung, a sensação da temporada, Isner se deparou com o argentino Juan Martin del Potro. Apesar das dificuldades diante do sul-americano que vinha de 15 vitórias consecutivas e títulos do ATP 500 de Acapulco e do Masters 1000 de Indian Wells, este sobre Roger Federer, o norte-americano não deu chances ao adversário e aplicou 6/1 e 7/6 (2).

Já na final, diante de Alexander Zverev, o então número cinco da ATP, o primeiro set parecia que derrubaria o anfitrião. Ele caiu no tiebreak, por 7/4, mesmo após estar na frente, em 4/3 e perder quatro pontos seguidos. O revés tinha tudo para abalá-lo, mas aí que mais uma “virada” ocorreu. Ele voltou arriscando mais. O resultado foi vitória na parcial seguinte por 6/4, deixando a partida empatada.

Mais confiante que o rival, Isner atacou o alemão em grande parte do terceiro set. Ele até teve quatro break-points no quinto game, mas não aproveitou. Porém, a vantagem ocorreu no nono game, quando quebrou o rival. Aí, foi sacar para o jogo. Com direito ao seu ace de número 18 no embate, ele encerrou o confronto e comemorou o inédito troféu.

 

Recordes

Com a conquista, John Isner irá ganhar importantes posições no ranking da ATP. De 17º colocado, o norte-americano subirá para o Top 10, ocupando o nono lugar. Já em relação ao troféu, ele quebrou o jejum de oito anos de jogadores masculinos do Estados Unidos não levantarem a taça. A última vez que isso ocorreu foi em 2010, quando Andy Roddick venceu a competição. Além disso, a vitória dele, aliada à de Del Potro em Indian Wells, marca pela primeira vez desde 2003 tal feito de dois não europeus nos Masters de março. Naquele ano, Lleyton Hewitt e André Agassi fizeram as honras da “casa”.

 

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