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Azarão ou favorito: quais as chances do ex-número 1 Novak Djokovic em Indian Wells?

Foto: Chaz Niell/Icon Sportswire via Getty Images

Após se recuperar de cirurgia no cotovelo direito que o fez perder o segundo semestre de 2017 e minar sua participação no Aberto da Austrália deste ano, sérvio tenta retornar à velha forma para fazer frente a Roger Federer

Em meio a debandada de diversos tenistas – basicamente por motivos de lesão – para disputa de Indian Wells, ao menos uma notícia boa na chave de simples do primeiro Masters 1.000 de 2018. Se obviamente o torneio já ganhava autoridade com a presença do número 1 Roger Federer, a competição na Califórnia ganha “algo mais” com o retorno de um dos principais jogadores dos últimos anos. Dono de 12 títulos de Grand Slams, Novak Djokovic volta ao circuito da ATP buscando tranquilidade após quase um ano sofrendo com uma “incurável” lesão no cotovelo direito. E quais são as pretensões do sérvio nos Estados Unidos? Ele será capaz de acabar com a invencibilidade do suíço na temporada? Confira agora!

 

Tormenta do Big Four

Desde que Rafael Nadal passou por problemas físicos e viu seu retorno às quadras colocado em xeque, uma onda de lesões tem atormentado o Big Four, que é formado pelo próprio espanhol, Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray. Mas se o espanhol foi responsável pelo início da “maldição” que atingiu o quarteto, ele também serve de inspiração para os demais, já que depois de se livrar de dores no joelho, uma apendicite e outros fatores extra quadra, voltou a vencer GS e retornar ao topo do ranking. Mesma situação viveu Roger Federer, que “aposentado” por muitos depois de contusão também no joelho, teve um 2017 triunfal. O veterano seguiu com todo esforço seus objetivos e, após ganhar o seu Grand Slam de número 20 e semanas seguintes o ATP 500 de Roterdã, tornou-se o tenista mais velho a alcançar o topo da ATP.

 

O histórico Djokovic

E por que me referi a dois mitos da bolinha? Porque a bola da vez para voltar aos tempos de glória é Novak Djokovic. Convivendo com dores insuportáveis no cotovelo direito desde 2017, o sérvio tomou uma decisão radical naquela temporada. Desistiu das quartas de final de Wimbledon, em jogo contra Tomas Berdych, e se retirou do circuito durante aquele restante ano para focar em um tratamento. O ano de 2018 chegou e, obviamente, a expectativa era enorme em cima do ex-número 1.

Porém, a sensação de que Djoko ainda não estava em sua melhor forma física veio com o cancelamento de sua participação em Abu Dhabi. Por isso, o desempenho do então 14º colocado no ranking da ATP era visto como uma incógnita no Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada e no qual ele é o maior vencedor com cinco conquistas. As primeiras rodadas vieram e ele até fez o seu papel. Mas aí apareceu um jovem sul-coreano chamado Hyeon Chung, que o derrubou em mais de três horas. Mais do que culpar o sérvio por aquela derrota, era necessário entender o que acontecia com ele, já que estava na “cara” o seu incômodo consigo mesmo. E era novamente o seu cotovelo.

 

A decisão

Depois de tentar um método convencional, Novak Djokovic finalmente optou pela mesa de cirurgia. O procedimento ocorreu há pouco mais de um mês e até por isso ida para Indian Wells era tida como incerta. Mas como não podemos duvidar de atletas de alta performance e especialmente daqueles que contam com uma carreira recheada de títulos e superações, o sérvio estará presente na Califórnia.

Agora, a pergunta que fica é a seguinte: Qual Novak Djokovic estará em quadra? Aquele campeão de 12 GS e penta do Masters 1000 californiano (2008, 2011, 2014-2016) ou aquele tenista que tem convivido com a falta de confiança e dores no cotovelo?

A expectativa é de que o ex-número 1 sofra bastante neste início de torneio mesmo que o adversário da abertura não seja o mais conhecido. O sérvio, que será o cabeça de chave número 10, encara na estreia o vencedor do duelo entre o japonês Taro Daniel e o britânico Cameron Norrie. A missão do maior campeão de Indian Wells ao lado de Roger Federer começa a se complicar já na segunda rodada, com a possibilidade de encarar Kei Nishikori e, posteriormente, Juan Martin Del Potro. Na sequência, Marin Cilic, atual terceiro colocado na ATP e vice-campeão do Aberto da Austrália, pode surgir pelo caminho.

E se Djoko passar por estes importantes, ele tem tudo para voltar a duelar com Federer. O suíço, que está invicto em 2018 com 12 vitórias, é o principal favorito a faturar o torneio. Mas será que se o sérvio recuperar a forma e, principalmente a confiança em quadra, o Maestro terá vida fácil em Indian Wells? É o que veremos!

 

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