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Paixão Nacional: palpites

A ruidosa saída do zagueiro Pablo do Corinthians depois de meses de negociação continua dando o que falar. A diretoria do clube e o empresário do atleta, Fernando César, seguem trocando acusações. Por seu lado, a cartolagem alvinegra diz que Pablo queria ganhar muito acima da média do time e que desde a última quinta-feira eles (diretores) trabalham com a notícia de que o zagueiro e seu empresário têm um acordo já negociado com o Flamengo. Por conta disso, o Corinthians deu por encerradas as negociações na última sexta-feira, dia 24, e afastou o atleta do restante do elenco, impedindo-o, inclusive, de participar da festa de entrega da Taça de Campeão Brasileiro após o empate com o Atlético-MG, no domingo, dia 26, alegando que “não havia clima” para sua presença – uma bobagem sem tamanho dita por cartolas que comandam os clubes com a mente do torcedor e não com a mente do administrador que separa a paixão do racional.

Fernando César, por sua vez, nega que haja qualquer acordo com o Flamengo e afirma que nunca houve problema em relação aos salários de Pablo. O que emperrou a negociação foi a questão do pagamento das luvas. Falando abertamente, César disse que o Corinthians teve – e tem – problemas para pagar comissões de empresários e luvas de jogadores nesta temporada. Por uma questão de “garantia”, empresário e atleta queriam que 40% do valor das luvas fossem pagos na contratação e o restante diluído em parcelas no salário assinado em carteira. Diante da negativa do clube, estabeleceu-se o impasse que terminou de modo melancólico no dia 24 mas que está longe de se encerrar.

Muita coisa ainda será dita  – e mais ainda se Pablo reforçar o Flamengo em 2018. De todo modo, não é errado que empresário e jogador queiram garantias para receber o que foi combinado. O clube paga se quiser. Se não quiser, faz outra proposta ou encerra as negociações – como encerrou. Até aqui, nenhum dos dois lados está errado. O erro aparece quando o clube proíbe o jogador – que foi importante para a conquista do título – de participar da festa da vitória como se aquela conquista não fosse dele também. Isso é errado em muitos níveis.

Renovar o contrato ou não, por qualquer que seja o motivo, é do jogo. Mas proibir a participação de um ex-titular na festa do título que ele ajudou a conquistar dá a exata dimensão do tamanho dos dirigentes do futebol brasileiro.

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