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O Futebolista: A vida na série B não está fácil para o Internacional

Inspirado pela “Escola Parreira de Futebol” onde o empate é um “bom resultado” e 1 a 0 é goleada, o Internacional conseguiu melhorar seu desempenho na Série B do Campeonato Brasileiro e agora ocupa o segundo lugar na tabela como o time que mais empatou até aqui (6), ficando atrás apenas do Oeste, que conquistou 7 empates até o momento. Embora a diretoria do clube venha reclamando desses números e exija do técnico Guto Ferreira a liderança em pelo menos um critério de desempenho (qualquer um, porque ninguém mais no Beira-Rio aguenta ficar em segundo neste ano), o empate de ontem em 1 a 1 contra o Criciúma, nos acréscimos do segundo tempo, serviu para manter vivo o ambicioso projeto do clube de ser campeão em todas as séries do Brasileirão. Para isto, a equipe segue a passos largos rumo à Série C e, de lá, para a D na qual pretende sagrar-se campeã em 2019 e , depois, conquistar a Série C em 2020 – mostrando para o Fluminense como é que se faz –, a B em 2021 e finalmente voltar para a Série A em 2022. Tudo devidamente explicado no Power Point distribuído à imprensa na noite de ontem.

Inconformada com a megalomania da diretoria em querer ser campeã de todas as séries – e com o futebol sem-vergonha que o time vem jogando –, a torcida Colorada tentou invadir a sala de imprensa do Beira-Rio após o fiasco diante do Criciúma e se envolveu em um pequeno confronto com a segurança do local. Pensando no patrimônio do clube, a diretoria estuda levar seus próximos jogos como mandante para a Arena Grêmio. Segundo um diretor, que preferiu o anonimato, “não faz diferença jogar fora ou em casa; passamos vergonha do mesmo jeito… e já que a torcida quer quebrar alguma coisa, que seja o estádio do Grêmio, tchê”.

Procurado por nossa reportagem, o ex-técnico do Inter, Antônio Carlos Zago – demitido após os resultados ruins nas primeiras rodadas da Série B –, limitou-se a dizer que “nah, a culpa é sempre do técnico”, enquanto gargalhava e encharcava com gasolina seu antigo agasalho de treino do Colorado.

O técnico Guto Ferreira, por outro lado,  afirmou que o trabalho segue de acordo com o planejamento para a temporada e se disse “prestigiado” no clube. Ney Franco e Wagner Mancini, descompromissadamente, andaram fazendo busca por imóveis para locação em Porto Alegre e já disseram amar “o clima do Rio Grande do Sul nesta época do ano”.

Nunca se sabe, certo?

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