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Copa Sul-Americana

Nervoso, Flamengo falha no Maracanã e vê o Independiente faturar o título de campeão da Sul-Americana

O talentoso Lucas Paquetá bem que tentou, mas o Flamengo caiu no “Marcanazzo” promovido pelo Independiente.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Cria da base do Flamengo, Lucas Paquetá bem que tentou liderar o time rumo à vitória, mas, repetindo a história que vimos em toda a temporada, o rubro-negro tropeçou em seus próprios erros, viu o Independiente levar para a Argentina o título de campeão da Sul-Americana e termina o ano com um alto investimento em contratações que garantiram apenas o título estadual.

 

A mesma história de sempre

Após perder por 2 a 1 no duelo de ida, dia 7, na Argentina, o Flamengo precisava pelo menos de uma vitória, ontem, por 1 a 0 para levar o jogo para a prorrogação. Para isso, fez aquilo que veio fazendo durante a maior parte desta temporada: teve posse de bola, trocou passes, tomou a iniciativa do jogo, mas, sem poder de penetração e conclusão, pouco ameaçava o gol de Campaña. De volta ao time, Everton incomodava o lado direito da defesa adversária, mas faltava alguém para concluir.

Até que aos 29 minutos, Diego levantou a bola na área, Juan desviou para a segunda trave, Réver se esticou para desviar e Lucas Paquetá aproveitou a falha da defesa argentina e mandou pro fundo do gol. O jovem de 20 anos que jogava como veterano e que mandou para o banco de reservas o caro – e inócuo – Éverton Ribeiro, dava ao Flamengo o placar mínimo para seguir vivo na disputa (e com 60 minutos de jogo pela frente). Mas, 7 minutos depois, Cuéllar – que taticamente fazia uma partida impecável – foi, na linguagem dos ex-árbitros que se tornam comentaristas, “imprudente” e derrubou Meza na área: pênalti indiscutível. Barco, que fazia seu último jogo pelo Rojo, mandou pro fundo do gol de César. Novamente, o Flamengo precisava de pelo menos 1 gol.

E o jogo mais uma vez ficou em ritmo de tango.

 

Tudo ou nada

Precisando de gols, Reinaldo Rueda mandou o time ao ataque e antes dos 10 minutos do segundo tempo trocou Trauco por Vinícius Júnior – deslocando Everton para a lateral – e passou a pressionar a defesa adversária. Mas o nervosismo era forte demais e o rubro-negro sentia nas costas o peso de todos os fiascos colecionados ao longo da temporada.

Desesperado, o técnico colombiando disse adeus à tática e trocou Cuéllar por Éverton Ribeiro, colocando William Arão na proteção à zaga. Mas o supervalorizado atacante pouco contribuiu e ainda viu a defesa rubro-negra ficar exposta ao contra-golpe do Independiente – Juan salvou finalização em cima da linha depois que Réver perdeu a bola no ataque.

Aos 39  minutos, Lucas Paquetá, exausto, foi substituído por Lincoln – outro talento da base rubro-negra. Jogando apenas com o coração, o Flamengo tentou de todas as formas o gol que levaria o duelo para a prorrogação, até que, no último lance do jogo, Réver chutou pra fora aquela que provavelmente foi a melhor chance de gol do Urubu no segundo tempo.

Os 3 a 2 no placar agregado deram ao Independiente seu segundo título de Campeão da Copa Sul-Americana.

 

E agora?

Com uma temporada no mínimo frustrante, o Flamengo deverá reavaliar seu planejamento e tentar não cometer os mesmos erros em 2018. Bem ou mal, o time está classificado para a Libertadores e pode, mais uma vez, lutar pelo título.

Claro que tudo está muito fresco e os ânimos exaltados. Rueda, que não é uma unanimidade entre os torcedores do Urubu disse, na coletiva após o jogo, que segue no comando do time em 2018 e que começará a discutir com a direção a reformulação do elenco – alguns nomes inevitavelmente sairão e outros deverão chegar. Mas, naquele momento, a maior preocupação do professor era com o goleiro César, que em uma defesa, caiu mal, bateu a cabeça no chão e ficou desacordado por alguns segundos em campo. Recuperado o atleta seguiu até o final do jogo e ainda fez uma defesa dificílima, impedindo o segundo gol do Independiente. “Ele não se lembra das situações de jogo”, disse Rueda. O atleta foi encaminhado ao hospital para realizar exames.

Apontado como “culpado” pelo empate, Cuéllar pediu “desculpas ao torcedor” ao final do jogo e se disse muito triste com o resultado e a perda do título.

Parte da torcida, para variar, de acordo com reportagem do UOL, atirou rojões em direção ao gramado e nos caminhões das emissoras que faziam a transmissão do jogo. Também arrancaram grades do Maracanã, atiraram paus e pedras na direção do estacionamento e – cerejinha do bolo –, se envolveram em confronto com a polícia que usou spray de pimenta e caprichou na “borrachada” pra dispersar a confusão. Nada fora do esperado.

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