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Haja paciência: Demian Maia e o alerta ligado para não colocar tudo a perder no UFC 211

Foto: Matthew Stockman/Getty Images

O UFC 211, que acontece no próximo dia 13 de maio, em Dallas, Texas (EUA), vai contar com dois brasileiros em disputas de cinturão. Junior Cigano e Jessica Andrade vão em busca de títulos na categoria peso-pesado e peso-palha feminino. Mas outro representante do país tem um compromisso importantíssimo rumo a sua chance pela glória: Demian Maia. Depois de se ver perto de uma oportunidade pelo cinturão, o paulista encara Jorge Masvidal em duelo de risco, onde ele tem muito mais a perder do que a ganhar. É preciso tomar muito cuidado com essa luta.

Antes que alguém se pergunte o motivo de Demian aceitar um combate desse risco, é bom lembrar como ele aconteceu. O brasileiro venceu Carlos Condit por finalização em agosto do ano passado. Em alta, ele foi especulado contra o vencedor de Tyron Woddley Vs Stephen Thompson, em novembro. O resultado da luta? Empate. O UFC acabou realizando a revanche entre os dois. Para que Demian não ficasse tanto tempo esperando, a organização o pressionou para aceitar mais um desafio. Ele poderia muito bem ter esperado a revanche. Mas, por algum motivo, na semana da luta, foi anunciada sua luta com Masvidal.

Demian Maia é o terceiro colocado no ranking oficial dos meio-médios. O brasileiro soma seis vitórias consecutivas na divisão; Jorge, quinto colocado, tem três triunfos em sequência. Demian é mais experiente e tem seu maior poder no jogo de chão. Se conseguir impor seu jogo, pode finalizar rápido. O problema é que Jorge está em boa fase e tem uma trocação muito forte. Se conseguir se manter de pé, vai complicar a vida do paulista. O brasileiro vai precisar ter paciência para encontrar a brecha certa para suas investidas.

Se vencer, Demian terá cumprido o previsto; se perder, vai cair muito na categoria e se distanciar da sonhada luta pelo título. É aquela aposta que pode render um lucro pequeno, mas um prejuízo grande. A espera pela chance é tanta que até bate um medo de acontecer com ele o mesmo que ocorreu com Ronaldo Jacaré. O brasileiro também esteve por anos à espera de uma chance ao título, teve de aceitar lutas contra atletas que não estão em seu nível no ranking e acabou perdendo contra Robert Whittaker.

Ter paciência é um dom. Nas condições com as quais Demian lida atualmente, ser paciente se torna uma virtude maior ainda. Dentro e fora do octógono. Na hora da luta, pela frente um rival perigoso e que pode distanciá-lo de seu sonho; fora do cage, a perseverança necessária para se fazer o certo, com a cabeça no lugar e com a consciência de que é capaz de receber o que merece há tanto tempo.

 

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