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Copa do Mundo Rússia 2018

Grupo C na Copa do Mundo 2018: França, Austrália, Peru e Dinamarca

A favorita França jogará para não ser surpreendida por Dinamarca e Peru no Grupo C da Copa do Mundo.

foto: EFE

Sorteio faz do Grupo C um dos mais interessantes da primeira fase

Não chega a ser exatamente um “grupo da morte”, mas, com o amplo favoritismo da França para ficar com uma das vagas – muito provavelmente o primeiro lugar – o Grupo C da Copa do Mundo da Rússia 2018 dá indícios, no papel, de que será um dos mais emocionantes (ao lado do D) com as boas seleções de Peru e Dinamarca lutando pela outra vaga e com a sempre imprevisível Austrália podendo atrapalhar os planos e arrancar pontos dos favoritos.

 

França

Contando com o talento de jogadores como Antoine Griezmann e Olivier Giroud no ataque e Paul Pogba no meio-campo, os Bleus entram como favoritos e devem liderar o grupo, com as outras três equipes lutando pelo segundo lugar. Mas que os franceses não entrem fazendo corpo mole acreditando que a vaga está garantida: as demais seleções do grupo são perigosas.

Sob o comando de Didier Deschamps – capitão da seleção vencedora da Copa de 1998 – a França chega à Rússia como uma das favoritas ao título – ao lado de Alemanha e Brasil. Mas foi uma caminhada que teve lá seus tropeços.

Além dos destaques mencionados acima, a seleção francesa tem em seu elenco a habilidade de Thomas Lemar, a segurança do voltante N’Golo Kanté e o vigor dos jovens Mbappé e Dembelé. E mesmo com tantos trunfos, não conseguiu superar a seleção de Portugal em pleno Stade de France, tendo que se contentar com o segundo lugar na decisão da Eurocopa.

Nas eliminatórias, entretanto, os Bleus fizeram uma campanha respeitável e seu aproveitamento de 76,7% foi coroado com uma goleada de 4 a 0 em cima da Holanda na última rodada do Grupo A (que também tinha a sempre complicada seleção da Suécia).

 

Austrália

O caminho da seleção australiana foi (e continua sendo) muito acidentado. O terceiro lugar no Grupo 2 das Eliminatórias Asiáticas – atrás de Japão e Arábia Saudita – foi conquistado com muito sofrimento e viradas improváveis nos minutos finais. A classificação para a Copa veio depois de duas – isso mesmo: DUAS – repescagens.

A primeira, dentro da própria Ásia, foi contra a seleção Síria. E o triunfo só veio no segundo tempo da prorrogação (como disse: caminho acidentado). Na segunda repescagem, os domadores de cangurus tiveram a vida um pouco mais fácil contra a seleção de Honduras e depois do empate em 0 a 0 fora de casa, definiram a vaga com um – quem diria? – consistente 3 a 1 em Sidney. Ainda no campo dos resultados “esquisitos”, a seleção australiana participou da última Copa das Confederações e não passou da primeira fase: derrotado pela Alemanha, o “down under team” conquistou “importantes” empates contra Camarões e a forte seleção chilena. Resultados interessantes que perdem a relevância quando confrontados com a próxima informação.

Justificando o gosto australiano pela excentricidade, o técnico Ange Postecoglou se desligou da equipe após a classificação para a Copa. Sem pressa, os dirigentes deixaram para fevereiro o escolha do novo treinador – que está, acreditem, entre Jürgen Klinsmann e Sven Goran Eriksson que terão, obviamente, “muito tempo” para preparar o time até o início do Mundial da Rússia.

 

Peru

Foram precisos 36 anos para que o Peru se classificasse novamente para uma Copa do Mundo. E foi um belo caminho. Nas Eliminatórias Sul-Americanas, a seleção peruana deixou “na saudade” equipes favoritas à vaga, como Chile e Paraguai e faturou o quarto lugar na classificação – que lançou os peruanos na repescagem contra a Nova Zelândia.

Sob o comando do argentino Ricardo Gareca – velho conhecido da torcida palmeirense – os peruanos passaram sem sustos pela repescagem (vitória por 2 a 0 em casa e empate por 0 a 0 na volta). Susto mesmo veio da Fifa, que após a análise positiva de um exame anti-dopping, suspendeu o atacante Paolo Guerrero. Para a sorte da seleção peruana – e do Flamengo – a pena de Guerrero foi revista e o artillheiro estará livre para atuar na Copa do Mundo ao lado de Trauco e Cueva – outros destaques da seleção que atuam no Brasil.

 

Dinamarca

Ver a seleção dinamarquesa jogando deixa muito claro que os tempos de “Dinamáquina” – apelido que o time ganhou durante a Copa do Mundo do México em 1986 – ficaram no passado.

O time do técnico Åge Hareide é taticamente muito disciplinado e, por isso mesmo, muito previsível. Formatado em um 4-3-3 que funciona em torno do talento do meia Eriksen, a Seleção da Dinamarca depende muito da habilidade do atleta do Tottenham que, quando inspirado, pode liderar o time  a vitórias como o 5 a 1 contra a Irlanda do Norte e os 4 a 0 frente a Polônia. Por outro lado, esta “dependência” explica as apresentações irregulares da equipe que terminou em segundo lugar no Grupo E das Eliminatórias Européias.

Se conseguir extrair o máximo dos atacantes Nicolai Jorgensen, Andreas Cornelius e Nicklas Bendtner, e do meio-campista Thomas Delaney (além, obviamente, de Eriksen), a Seleção da Dinamarca chega para a Copa do Mundo com chances de avançar à segunda fase.

 

Quem avança

Parece não haver dúvidas de que uma das vagas do grupo já é francesa. O maior inimigo dos Bleus nesta fase da Copa é o “salto alto”: se entrarem em campo achando que as partidas estão ganhas antes mesmo de começarem, os franceses cairão do burro e serão a grande decepção da Rússia em 2018.

Mas, em condições normais, eles avançam sem sustos e deixam a briga pela segunda vaga com Peru e Dinamarca – a Austrália, à exemplo da Arábia Saudita deve ir para a Rússia a passeio. Assim como a Dinamarca depende da inspiração de Eriksen, o Peru precisa que Cueva e Guerrero estejam a fim de jogo para render alguma coisa. Para piorar, o atacante peruano chegará à Copa do Mundo após um longo período de inatividade por conta da suspensão imposta pela Fifa. Diante disso tudo, a Dinamarca tem mais chances de seguir adiante na competição.

 

Continuando

Amanhã daremos continuidade a nossa série de artigos sobre a Copa do Mundo, analisando o Grupo D formado por Argentina, Islândia, Croácia e Nigéria

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