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Copa do Mundo Rússia 2018

Grupo B na Copa do Mundo 2018: Portugal, Espanha, Marrocos e Irã

Campeões da Eurocopa, portugueses terão um favoritismo inédito na Copa do Mundo em 2018.

Foto: MIGUEL A. LOPES

O sorteio ajudou e o grupo que tinha tudo para ser o mais complicado da Copa deve garantir uma passagem tranquila à segunda fase para portugueses e espanhóis.

Parecia que tudo se complicaria para a seleção portuguesa – cabeça de chave do Grupo B e atual Campeã da Eurocopa – quando, durante o sorteio dos grupos para a Copa do Mundo, a bolinha da Espanha (seleção mais forte presente no pote B) veio lhe fazer companhia. Além da grande oportunidade de reverem pontos importantes do Tratado de Tordesilhas, Portugal e Espanha deram sorte e podem se considerar favoritas a ficarem com as duas vagas do grupo quando medirem forças com as seleções de Marrocos e Irã – que melhoraram, sim, mas não o bastante a ponto de serem considerados adversários complicados na Rússia em 2018.

 

Portugal

O astro português – e Melhor do Mundo – Cristiano Ronaldo sabe que esta é sua última oportunidade de disputar uma Copa do Mundo em alto nível – ele estará com 36 anos em 2022 e, mesmo que ainda tenha lenha para queimar, não será na forma atual. É  também sua última chance de fazer uma boa apresentação – em uma Copa do Mundo – com a Seleção Portuguesa que, após a conquista da Eurocopa, deixou de ser vista apenas como “a seleção de CR7” e passou a ser considerada candidata ao título. Sem favoritismos, mas, candidata. Muita coisa para uma seleção que vem para a sua 6ª Copa do Mundo e a 4ª consecutiva.

Mas nem tudo são flores. Na Copa das Confederações, os gajos ficaram em 3º lugar e, invictos na competição, caíram na semifinal diante do Chile nos pênaltis. Não é ruim, mas também não é bom para um time que quer buscar o título mundial.

A seleção comandada por Fernando Santos conquistou sua vaga apenas na última rodada do Grupo B das Eliminatórias Européias ao vencer a seleção da Suiça. Escapou da repescagem, sim, mas não “sobrou” nas eliminatórias. Mesmo assim, com os talentos de Bernardo, André Silva (“substituto” de CR7 em Portugal), João Moutinho, André Gomes e o goleiro Rui Patrício, levou o título da Eurocopa e chega forte na Rússia – mas ainda muito dependente do talento de seu astro maior.

Seu sucesso dependerá, principalmente, do Cristiano Ronaldo que chegará à Rússia: se for o do Real Madrid, ótimo; mas, se for o da Copa de 2014, decepcionarão mais uma vez.

 

Espanha

Ainda vivendo um pouco da glória da conquista da Copa do Mundo de 2010, a Espanha desembarcará na Rússia querendo apagar a péssima imagem deixada no Brasil em 2014 – quando na “defesa do título” não passou da fase de grupos. Em 2016, foi eliminada pela Itália nas oitavas de final da Eurocopa.

A redenção do já “velho” time espanhol – que contará novamente com os talentos de Piqué, Sergio Ramos, Alba, Busquets, Iniesta e David Silva – veio durante as Eliminatórias Européias, quando a equipe teve um aproveitamento de 93,3% que empurrou os italianos para a repescagem (e deu no que deu).

Oriundo das categorias de base – e fazendo um grande trabalho com a Fúria –, o técnico Julen Lopetegui tem em seu planejamento a ideia de testar alguns jovens talentos antes da Copa do Mundo e, eventualmente contar com eles na competição, inciando o processo de renovação do time que terá De Gea como titular no gol e os jovens Morata e Isco, que irão para a sua primeira Copa.

Considerada hoje a “quarta força” na briga pelo título, atrás de Alemanha, Brasil e França – mas à frente de Portugal – a Espanha, paradoxalmente, não chega como favorita a ficar com o 1º lugar no Grupo B e, num eventual 2º lugar, pode cruzar seu caminho com o forte Uruguai já na segunda fase.

 

Marrocos

De volta a uma Copa do Mundo após 20 anos, a Seleção do Marrocos chega para a disputa acreditando que a melhor defesa é… a defesa mesmo. A equipe montada em um 4-5-1 a partir de seu sistema defensivo pelo técnico francês Hervé Renard tem no bom zagueiro Benatia o seu líder.

Jogando de forma moderna e compactada, cobrindo bem os espaços e proporcionando poucas chances para os oponentes, a seleção marroquina passou pelo Grupo C das Eliminatórias Africanas sem sofrer um único gol – medindo forças com as equipes da Costa do Marfim, Gabão e Mali. E não foi apenas isso: nos 6 amistosos disputados em 2017, a Seleção do Marrocos sofreu apenas 3 gols, venceu 4 partidas e teve 2 derrotas.

No grupo, representa a maior ameaça à supremacia de portugueses e espanhóis.

 

Irã

A exemplo da Arábia Saudita (aqui), o Irã não é uma equipe que represente grande perigo no Grupo B – apesar de seu bom desempenho no Grupo 1 das Eliminatórias Asiáticas – foram 6 vitórias, 4 empates e apenas 2 gols sofridos em 10 jogos, em um grupo que contava ainda com os “bichos-papões” Coréia do Sul e China.

Mesmo assim, a solidez defensiva do time comandado pelo português Carlos Queiroz não deverá ser o bastante para colocar o Irã na segunda fase da Copa do Mundo da Rússia. Mas, assim como acontece com o Marrocos, esta segurança na zaga pode complicar a vida de portugueses e espanhóis.

 

Quem avança

É difícil acreditar que Portugal e Espanha não sejam os representantes do Grupo B na segunda fase da Copa do Mundo da Rússia. O truque aqui é lutar para conseguir o 1º lugar no grupo e escapar do Uruguai – virtual 1º colocado do Grupo A. Para isso, será fundamental não perder pontos para Marrocos ou Irã duas seleções que, embora não tenham grandes chances de seguir adiante na competição, se defendem com grande competência e podem levar seus jogos para o empate – o que pode ser fatal para portugueses e espanhóis em sua luta pelo 1º lugar no grupo.

 

Continuando

Amanhã daremos continuidade a nossa série de artigos sobre a Copa do Mundo, analisando o Grupo C formado por França, Austrália, Peru e Dinamarca.

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