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Copa do Mundo Rússia 2018

Grupo A na Copa do Mundo 2018: Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai

O Uruguai de Suárez precisa confirmar o favoritismo para conquistar o primeiro lugar no Grupo A

Foto: AFP/CHRISTOPHE SIMON)

Tecnicamente abaixo dos demais grupos, o Grupo A não deve apresentar nenhuma surpresa na primeira fase da Copa do Mundo

Dona do salão de festas e, por isso mesmo, cabeça de chave do Grupo A, a Rússia, seleção anfitriã da Copa do Mundo de 2018 contará com a companhia de Arábia Saudita, Egito e Uruguai na primeira fase da competição naquele que poderá entrar para a história das copas como “O Grupo do Sono”. Melhor para os dois times que avançarem no Grupo B (eu não disse Portugal e Espanha, disse?) e que farão o cruzamento com os dois classificados do A na fase seguinte.

E que os deuses do futebol não permitam que o “jogão” entre Rússia e Arábia Saudita, na abertura da Copa do Mundo, dia 14 de junho, em Moscou, sirva de termômetro para o restante da competição – ou não… de repente, movidos a balalayka, os valentes anfitriões jogam tudo que não jogaram nos últimos 10 anos e dão um baile nos sauditas.

Sonhar ainda é de graça.

A Taça da Copa do Mundo (Foto: Alexandre Lozetti)

 

Rússia

Os donos da casa chegam à Copa do Mundo… bem… por serem os donos da casa. Sem precisar passar por eliminatórias ou competições fortes, a Rússia entra como cabeça de chave do Grupo A e, por isso mesmo, com menos chances de pegar pela frente uma “pedreira” como, por exemplo, Portugal, que precisa se entender com a Espanha no Grupo B (falaremos deles amanhã, não se preocupe). Pelo menos uma “facilidade” para os donos da casa.

Tendo participado de apenas 3 Copas até hoje – e sem nunca ter ido além da fase de grupos – a seleção Russa segue sendo um time fraco que, definitivamente não irá longe em 2018. Exemplos disso foram o seu desempenho na Copa das Confederações, em junho, quando foi eliminada ainda na fase de grupos e o seu baixo aproveitamento nos amistosos em 2017 – foram apenas 2 vitórias (Hungria e Coréia do Sul) em 8 partidas durante o ano.

Com um time formado basicamente por atletas que atuam no campeonato nacional – apenas o volante Neustädter e o zagueiro Rausch jogam em clubes fora da Rússia – os donos da casa deram a sorte de pegarem um grupo tecnicamente muito fraco e, tendo pela frente Arábia Saudita e Egito, podem, aos trancos, conseguirem se classificar ao lado do Uruguai que deve ficar com o primeiro lugar no grupo.

 

Arábia Saudita

O argentino naturalizado espanhol Juan Antonio Pizzi – campeão da Copa América com a Seleção Chilena – comanda desde o final de novembro a seleção da Arábia Saudita, classificada em 2º lugar no Grupo 2 das Eliminatórias Asiáticas (o mesmo que contava com Japão e Austrália). Líder absoluta na categoria “seleções que não vão ganhar a Copa do Mundo”, a Arábia Saudita chegará à Rússia para a sua 5ª copa ambicionando superar o seu melhor desempenho no torneio mundial: em 1994 chegou até as oitavas de final, quando foi eliminada pela Suécia. Nas outras 3 vezes em que chegou à competição, não passou da fase de grupos.

Pizzi terá pouco tempo e muito trabalho para tentar dar competitividade a um time semi-amador que tem um sistema ofensivo tão ruim quanto o sistema de transporte público no Brasil e que só perde em qualidade para o seu sistema defensivo (um verdadeiro pesadelo). Com jogadores mais qualificados (Chile), o “professor” não foi bem-sucedido.

 

Egito

O atual vice-campeão da Copa Africana de Nações é, na real, o maior adversário da Rússia no Grupo A em sua busca por uma vaga na segunda fase da competição. Não que isso signifique que o Egito tem uma grande seleção – longe disso.

Apesar de contar com os serviços do artilheiro da Premier League, Mohamed Salah, do Liverpool, o ataque da seleção egípcia é ruim de doer – para desespero do técnico argentino Héctor Cúper. Em 17 jogos neste ano, seu time marcou mais de um gol em apenas duas oportunidades. Pode até ser uma marca aceitável em amistosos, mas, definifivamente, é muito pouco para uma Copa do Mundo.

Esta é a 3ª vez que o Egito participa da competição mundial. A seleção tentará passar, pela 1ª vez em sua história, da fase de grupos.

 

Uruguai

Sob o comando de Óscar Tabárez, a seleção uruguaia passou com relativa tranquilidade pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Contando com um time qualificado que, além dos matadores Cavani e Suárez, tem um meio-campo habilidoso formado por Federico Valverde, Mathías Vecino, Nahitan Nández e Rodrigo Bentancur, os problemas defensivos do Uruguai não deverão ser um obstáculo em sua caminhada rumo ao primeiro lugar no grupo A. Daí para a frente, a história muda.

Com a pior defesa entre as equipes sul-americanas que se classificaram diretamente para a Copa, o Uruguai aposta na força de seu ataque como uma forma de defesa. Pode dar certo durante um tempo, mas dificilmente levará o time Celeste muito longe em sua briga para sair de 1950, deixar o Maracanazzo de lado e viver no presente.

 

Quem avança

Com um grupo tão fácil como o A, o Uruguai tem a obrigação de conquistar o primeiro lugar. Qualquer coisa abaixo disso e não deveriam nem ter ido para a Copa.

Isso nos deixa com uma vaga para três seleções. A Arábia Saudita muito provavelmente fará turismo no quintal de Putin: bater selfie na Praça Vermelha, visitar o mausoléu de Lênin, encher a pança com borsch e curtir um friozinho básico.

A briga fica, então, entre os donos da casa (Rússia) e o Egito. Time por time, a seleção egípcia é melhor e, na bola, tem mais chances de se classificar. Mas os garotos do técnico Stanislav Tchertchesov não vão querer fazer feio em casa e tentarão de tudo para chegar à segunda fase. As chances de a vaga ser decidida no saldo de gols são enormes e a seleção saudita será o fiel da balança do Grupo A que, no final das contas, pode ser mais animado do que imaginamos.

 

Continuando

Amanhã daremos continuidade a nossa série de artigos sobre a Copa do Mundo, analisando o Grupo B formado por Portugal, Espanha, Marrocos e Irã.

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