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Copa Sul-Americana

Em desvantagem, o Fluminense quer surpreender o Flamengo e seguir adiante na Copa Sul-Americana

Flamengo e Fluminense se encontram pela 8ª vez no ano querendo uma vaga na semifinal da Copa Sul-Americana

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

A última quinta-feira, 26, foi um dia estranho na redação. Como o Grêmio fez sua lição de casa e limpou o chão de Quito com o traseiro do Barcelona de Guayaquil, pude esculachar com Miguel Gonzalez e sua fixação pelo futebol equatoriano. Em compensação, jogando a partida de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana, o valente Fluminense foi incapaz de furar a retranca do Flamengo no segundo tempo (jogando atrás, hein… que coisa feia, seu Rueda!) e sucumbiu, injustamente, por 1 a 0 no Maracanã. Agora, graças ao gol qualificado, precisa de um 2 a 0 pra cima do Urubu se quiser avançar à próxima fase do torneio. Novo 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis e o empate classifica o Flamengo. Mais do que complicar a vida do Fluzão, o resultado deu esperanças a Miguel Gonzalez de conseguir uma virada no placar de nosso Porradabol a poucas rodadas do final. Até mesmo o misticismo entrou em campo, com oferendas diárias de café colombiano à imagem de Reinaldo Rueda que meu camarada tem ao lado de seu computador.

Se eu tivesse coração, poderia sentir alguma pena dele na próxima quinta-feira, quando gritarei a plenos pulmões “chuuuuuupa, Urubu!” em comemoração à heróica classificação tricolor. Como não tenho, aproveitarei cada momento de glória e ainda reservarei um tempo para incomodar o José Branco Neto que foi bravo o bastante para descer pro play e fazer uma análise imparcial do Fla-Flu.

 

Você de novo?

Por mais maluco que possa parecer, o jogo de logo mais é o 8º Fla-Flu do ano. O que antes era um duelo raro e muito aguardado virou uma espécie de pelada de domingo de manhã. Não pela qualidade do jogo (será?) mas mais pelo aspecto “comum” que o clássico ganhou.

Com uma frequência tão grande de encontros entre os times, não há espaço para muitas surpresas técnicas ou táticas e, no final, vence aquele que está mais preparado. Exemplo disso foi a partida da semana passada. O Flamengo contou com um primeiro tempo medonho do Fluminense para ficar em vantagem no placar e, bem posicionado na defesa, aguentou os 45 minutos de pressão tricolor que poderiam ter resultado em um merecido empate no segundo tempo. O rubro-negro ainda teve uma oportunidade de liquidar o Fluminense em finalização de Juan defendida pela trave.

E por não ter liquidado o jogo como vistante, é que o Flamengo corre grandes riscos hoje – apesar da temporada ruim da equipe tricolor diante do rubro-negro.

 

Temporada

O restrospecto em 2017 não é favorável ao Fluminense. Com sete clássicos disputados na temporada até aqui, o tricolor não conseguiu vencer o Flamengo neste ano. O empate foi o resultado que mais prevaleceu: foi um 3 a 3 no playoff da Taça Guanabara, 1 a 1 no segundo turno e, pelo Brasileirão, mais dois empates em 2 a 2 e 1 a 1. Na decisão da Taça Rio, o Flamengo venceu por 1 a 0 e 2 a 1. Pelas quartas de final da Sul-Americana, 1 a 0 para o rubro-negro no jogo de ida.

No Campeonato Brasileiro os dois times também não vão bem e têm, nas últimas 5 rodadas, extamente os mesmos resultados: empate, vitória, vitória, derrota e empate. Somaram os mesmos 8 pontos em 15 possíveis. 8 pontos, aliás que são a diferença entre os times na tabela do Brasileirão que tem o Flamengo em 7º com 47 pontos e o Flu em 14º com 39. Tudo isso mostra que, apesar das diferenças gritantes de orçamento, os gigantes cariocas vêm tendo um desempenho muito similar neste final de temporada e a vantagem rubro-negra se dá muito em função do primeiro turno superior ao do tricolor que, com seu elenco limitado, sofreu muito com lesões e a venda de jogadores importantes.

 

Para salvar o ano

Diferente do Flamengo que empenhou até a alma para montar um time coalhado de “estrelas”, o Fluminense vem se virando como pode com um caixa mais vazio que o tanque do meu carro e segue apostando na experiência de Abel Braga para arrancar o máximo de seu time de jovens talentos. Isso dá ao Fluminense uma pequena vantagem: jogar sem tanta pressão.

É claro que títulos são sempre bons e todo mundo gosta de ganhar, inclusive o Fluzão. Mas o ponto é que o Flamengo comprou uma verdadeira Ferrari na esperança de ganhar tudo e mais um pouco nesta temporada e até agora ganhou apenas um Campeonato Carioca – ainda sob o comando de Zé Ricardo. O rubro-negro foi eliminado da Libertadores, da Copa do Brasil e da Primeira Liga. Como não tem mais chances de vencer o Brasileirão, se cair diante do Fluminense hoje a noite pode fechar a temporada com 0% de aproveitamento (já combinamos que estadual não conta).

Conquistar a Sul-Americana é a única chance do rubro-negro levantar um título importante no ano. A pressão existe e faz as pernas dos jogadores pesarem. Um gol do Fluminense no começo do jogo pode fazer o time de Reinaldo Rueda desmoronar como um castelo de cartas (ou como uma recém-aberta saca de café colombiano).

 

Desfalques

Como problemas nunca são demais, o Flamengo não poderá contar com o zagueiro Rever que sofreu uma entorse no joelho no jogo da semana passada e deverá ser substituído por Rodolpho. No ataque, ainda se recuperando de lesão, Guerrero tem chances mínimas de ir para o jogo mas segue sendo “dúvida” – inclusive, dúvida em relação a estar ou não se poupando para o jogo do Peru contra a Nova Zelândia pela repescagema da Copa do Mundo – e as opções entre Paquetá, Vizeu e Geuvânio não têm agradado a Reinaldo Rueda (e muito menos à torcida, que está mais do que impaciente com o time).

Pelos lados das Laranjeiras, Abel Braga tem poucos problemas para montar seu time. Sem Gum, que não está inscrito na competição, a zaga deverá ficar com Renato Chaves em seu lugar. No meio, Gustavo Scarpa é titular incontestável, apesar das críticas da torcida que não entende seu estilo de jogo e sua importância para o desempenho da equipe. Na frente, Wellington Silva deve ficar com o lugar de Marcos Júnior.

 

Possíveis escalações

Flamengo: Diego Alves, Pará, Rodolpho, Juan e Trauco; Cuéllar, William Arão e Diego; Éverton Ribeiro, Everton e Lucas Paquetá (Vizeu). Técnico: Reinaldo Rueda.

Fluminense: Diego Cavalieri, Lucas, Reginaldo, Renato Chaves e Marlon; Richard, Orejuela e Sornoza; Gustavo Scarpa, Wellington Silva (Marcos Júnior) e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga.

 

Nosso palpite

Ao Fluminese apenas a vitória interessa. Mesmo com o mando de jogo, o Flamengo deve começar em seu campo de defesa, chamando o tricolor para tentar definir no contra-ataque – um perigo que a frágil defesa de Abel Braga precisará correr. O Flamengo entretanto não é esse “bicho-papão” todo. Jogadores como Diego e Éverton Ribeiro não têm desequilibrado como se esperava. Guerrero dificilmente joga e seus reservas não empolgam. São boas as chances do Fluminense conseguir a vitória por 1 a 0 e levar a decisão para os pênaltis onde, apesar de Diego Alves, suas chances de classificação são maiores.

 

Jogos de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana 2017

Quarta-feira, 01 de novembro

  • 21h15: Racing x Libertad – palpite: Racing.
  • 21h45: Flamengo x Fluminense – palpite: Fluminense.

Quinta-feira, 02 de novembro:

  • 20h15: Independiente x Nacional-PAR – palpite: Independiente.
  • 22h45: Atlético Júnior x Sport – palpite: Atlético Júnior.

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