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5 Lições que aprendemos com a luta entre Floyd Mayweather e Conor McGregor

Passado o furacão chamado May-Mac, o mundo das lutas pode sentar, analisar tudo o que aconteceu e tirar algumas lições da superluta histórica, polêmica e única realizada entre Floyd Mayweather Jr. e Conor McGregor no boxe, no último dia 26 de agosto, em Las Vegas (EUA). Embora sobrem argumentos negativos para criticar o combate promovido nos últimos meses, assim como  tudo nessa vida, vale mais a pena ver o lado positivo das coisas. E não faltam motivos para admirar o que Conor e Floyd realizaram.

Que tal guardar alguns aprendizados conquistados com May-Mac?

 

1. Cada um no seu quadrado

No boxe, o boxeador sempre será melhor; no MMA, o artista marcial sempre será melhor. É claro que falando-se em luta, tudo pode acontecer. Mas as chances são mínimas. A experiência na modalidade pesa muito. Alguém que encara algo pela primeira vez não tem os mesmos recursos daquele que pratica aquela arte a vida toda. Isso foi comprovado nos casamentos mais surreais já visto nas duas modalidades. Ficou comprovado com May-Mac no boxe e também em Randy Couture Vs James Toney, em 2010, quando o ex-campeão do UFC finalizou o ex-boxeador em poucos minutos pelo UFC 118. Um combate parecido pode até acontecer, mas eu espero que seja a última vez. Conor e Floyd foram os nomes certos para realizar esse acontecimento histórico. Prefiro guardar esse duelo na memória a prever o início de uma migração de lutadores de MMA para aventurar no boxe.

 

2. O único vale a pena

Por mais louco que tenha sido ver May-Mac sair de piada a superluta milionária, o saldo é positivo. Sim, quando algo é promovido apenas por dinheiro é natural que os fãs mais tradicionais torçam o nariz. O problema é que o dinheiro é gerado proporcionalmente de acordo com o interesse público. E o mundo dos esportes parou para acompanhar Mayweather Vs McGregor. O que isso significa? Esportivamente foi insano, sem precedentes, mas ainda assim foi especial, empolgante e interessante. E muitos vezes é isso o que o fã gosta de ver. Ser testemunha ocular de um acontecimento histórico que nem nossos avôs ou pais tiveram a chance de acompanhar é algo muito especial. O que é novo sempre é interessante. Quem não gosta de mudança, novidade? Mesmice enjoa. May-Mac quebrou recordes porque colocou dois lutadores brilhantes frente a frente no ringue. Todo mundo saiu ganhando. A experiência é o que fica.

 

3. Rivalidade existe…

O que sempre existiu – mas ninguém nunca levanta essa bandeira – foi comprovado com May-Mac. Existe rivalidade entre o mundo do boxe e o mundo do MMA. Sempre existem argumentos pra dizer que uma modalidade é melhor do que a outra. Promotores já trocaram provocações e lutadores fazem o mesmo. É claro que eles tiveram de andar juntos para realizar esse combate, mas durante a promoção, especialmente entre fãs dos dois muntos, existiu muita rivalidade. Muitos fãs de boxe torceram para Mayweather, enquanto muitos fãs de MMA ficaram ao lado de Conor. Só não digo que foram unânimes pois ambos também são odiados em seus próprios ramos, o que faz as pessoas torcerem contra. Não me entendam mal, mas muitas vezes a rivalidade faz bem ao esporte. E isso foi visto com dois astros como McGregor e Mayweather.

 

4. …mas nada que os impeça de trabalhar juntos

Ficou claro durante toda a promoção que boxe e MMA tem muito a aprender um com o outro. O estilo de coletivas de imprensa do boxe, por exemplo, é engessado, pouco interessante. Quase sonolento com tantos promotores fazendo discursos desnecessários e pouco atrativos ao público antes de, enfim, lutadores poderem falar ao microfone. Por outro lado, a pesagem oficial é um evento enorme, com direito a música e entrada triunfal dos lutadores. O MMA consegue fazer o público ter uma relação mais próxima dos lutadores. E por aí vai. May-Mac aconteceu no boxe, por isso teve sua base de ações oriundas das promoções do boxe, mas ainda assim foi possível notar um toque do UFC.

 

5. Dinheiro é (quase) tudo

O discurso de que a “luta do dinheiro” foi muita cara de pau ficou tão batido que acabou ficando fácil apontar os méritos esportivos de Conor McGregor e Floyd Mayweather com a luta. Sim, ambos lucraram milhões e talvez nós estaríamos também dispostos a aceitar tal desafio pela bolada que eles levaram. A questão é que eles já construíram um legado brilhante no esporte, e colocaram isso em jogo. Será que só dinheiro paga o risco de Floyd Mayweather perder pela primeira vez após 50 lutas no boxe que lhe deram o status de “um dos maiores de todos os tempos”? Um cheque gordo é o suficiente para fazer McGregor colocar em risco sua áurea vencedora de “rei do UFC” e correr o risco de ser humilhado no boxe? Eu duvido. Tudo é o conjunto. Esses caras gostam de dinheiro, mas também deram uma demonstração clara ao mundo que são merecedores de tais cifras extraordinárias. Se você não arrisca nada, não pode sonhar com tudo. No futuro, Mayweather e McGregor serão lembrados como atletas que ficaram milionários com o esporte, mas também como lutadores que abusaram de ousadia, confiança e coragem para merecer suas recompensas, sejam esportivas ou financeiras.

 

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