Futebol

Atlético-MG aprova construção de seu estádio

Foto: Divulgação / Site Oficial Atlético-MG

Nova casa do Atlético-MG deverá ser inaugurada em 2020.

Uma ampla maioria entre os conselheiros do Clube Atlético Mineiro votou “Sim”, a favor da construção do estádio do clube. Trata-se de um passo decisivo na história da agremiação, que vai se modernizar. Confira abaixo os detalhes do projeto e deste dia histórico.

 

Fica ponto em 2020

O Conselho Deliberativo do Atlético aprovou a construção do seu estádio. A localização do mesmo será no bairro Califórnia, que fica a oeste do centro de Belo Horizonte. Ele ficará entre três principais estradas da cidade (Via Expressa, Anel Rodoviário e BR-040). A maneira mais fácil de se deslocar para lá é de metrô. A estação Eldorado fica a aproximadamente um quilômetro da arena.

O projeto prevê 41.800 lugares ao redor do campo, divididos em 12 setores. Um deles será a Geral, para pessoas assistirem aos jogos em pé, como nos bons tempos. Haverá também cadeiras VIP, Cativas, Camarotes e Lounges. Ao redor do anel haverá 46 bares e dois restaurantes.

O terreno, avaliado em R$ 50 milhões, será doado pela MRV. Os naming rights estão apalavrados com a MRV por R$ 60 milhões.

O custo total da arena é de R$ 410 milhões. Para se pagar este montante, o Galo venderá 50,1% do Diamond Mall por R$ 250 milhões, arrecadará R$ 100 milhões com as vendas das cadeiras cativas, além dos R$ 60 milhões da cessão dos naming rights.

As possibilidades de receita encantam qualquer gerente financeiro: bilheteria, estacionamento, catering, naming rights, venda de cadeiras cativas, aluguel para shows e outros eventos, venda de camarotes e venda de mídia dentro do estádio.

O projeto de lei para a construção do estádio ainda está na Câmara Municipal, que precisa aprovar. Outros órgãos públicos como Corpo de Bombeiros, agência de trânsito, secretaria de meio-ambiente e patrimônio histórico precisam autorizar para que o alvará seja emitido. A expectativa é que no primeiro semestre de 2018 a construção comece e que ela termine em meados de 2020.

A primeira casa

O Atlético-MG sempre lutou para ter sua casa própria. O primeiro estádio do clube se chamou Presidente Antônio Carlos e foi apelidado pela torcida como “Estadinho da Colina” ou “Estádio de Lourdes”. O terreno, adquirido em 1925, é o mesmo onde se localiza atualmente o Diamond Mall.

As obras para a construção das arquibancadas começaram somente em 1928 e levaram um pouco mais de um ano para serem concluídas. Foi a primeira casa de duelos futebolísticos a contar com iluminação para jogos à noite. Em 30 de maio, o estádio foi inaugurado pelo Galo com uma goleada sobre o Corinthians por 4 a 2. O presidente da FIFA da época, Jules Rimet, esteve presente. Apesar do revés, coube a Valeriano, do Timão, fazer o primeiro gol no Presidente Antônio Carlos.

Foi neste palco que aconteceu a primeira partida internacional em Minas Gerais. Os alvinegros ganharam do Vitória de Setúbal, de Portugal, por 3 a 1.

Com capacidade para apenas cinco mil pessoas, o estádio perdeu importância com a inauguração do Independência, que passou a receber muitos jogos do Atlético. O clube acabou arrendando o terreno à prefeitura nos anos 60. O último jogo aconteceu ali em 1968 e ele acabou demolido em 1994. A prefeitura devolveu o terreno à instituição, que se uniu à construtora Multiplan para erguer o Diamond Mall.

 

O Mineirão e o Independência

Com a inauguração do Estádio Governador Magalhães Pinto em 1965, o Atlético passou a mandar seus jogos no “Gigante da Pampulha” ou no “Mineirão”, apelidos carinhosos à maior casa de eventos de Minas Gerais. Com capacidade para 130 mil torcedores, os espetáculos envolvendo o Galo aparecem oito vezes na lista dos dez maiores públicos da arena.

A partir de 1999, o Atlético arrendou o estádio Independência, junto ao América Futebol Clube. Originalmente, este palco pertencia ao Governo do Estado que o vendeu ao Sete de Setembro com a construção do Mineirão. O América acabou incorporando esta agremiação, que havia falido. O “Estádio do Horto” ou “Arapuca”, como também é conhecido, vieram junto.

Até hoje, o Atlético manda grande parte de seus duelos no Independência. Só joga no Mineirão quando há expectativa de grande público e receita. Porém, o Galo pensa em sair do aluguel e ter uma casa maior só para si.

 

Grandes clubes do Brasil com estádios próprios, grandes e modernos

  • Atlético (PR) – Arena da Baixada.
  • Corinthians (SP) – Arena Corinthians.
  • Grêmio (RS) – Arena do Grêmio.
  • Internacional (RS) – Estádio da Beira-Rio.
  • Palmeiras (SP) – Arena Palmeiras.
  • São Paulo (SP) – Estádio do Morumbi.

 

Grandes clubes do Brasil sem estádio próprio, grande e / ou moderno

  • America (RJ) – o estádio Giulite Coutinho é próprio, porém é pequeno.
  • Bahia (BA) – joga na Fonte Nova, que pertence ao Governo do Estado.
  • Botafogo (RJ) – joga no Nílton Santos, arrendado junto à prefeitura.
  • Coritiba (PR) – o estádio Couto Pereira é próprio, porém é antigo.
  • Cruzeiro (MG) – joga no Mineirão, que pertence ao Governo do Estado.
  • Flamengo (RJ) – joga no Luso-Brasileiro, arrendado junto a Portuguesa-RJ.
  • Fluminense (RJ) – joga no Maracanã, que pertence ao Governo do Estado.
  • Goiás (GO) – joga no Serra Dourada, que pertence ao Governo do Estado.
  • Guarani (SP) – o Brinco de Ouro da Princesa é próprio mas é antiquado.
  • Náutico (PE) – joga no acanhado Estádio dos Aflitos, que é próprio.
  • Paysandu (PA) – joga no Mangueirão, que pertence ao Governo do Estado.
  • Remo (PA) – joga no Mangueirão, que pertence ao Governo do Estado.
  • Santa Cruz (PE) – o estádio do Arruda é próprio, porém antiquado.
  • Santos (SP) – joga na acanhada Vila Belmiro, que é própria.
  • Sport (PE) – joga na acanhada Ilha do Retiro, que é própria.
  • Vasco da Gama (RJ) – o estádio de São Januário é próprio, porém falta segurança em seu entorno.
  • Vitória (BA) – jogo no acanhado Barradão, que é próprio.

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